Aécio não quer ser alternativa do PSDB para 2002

O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Aécio Neves (PSDB), desautorizou, nesta segunda-feira, em Porto Alegre, que seu nome seja apresentado como alternativa tucana para a eleição presidencial de 2002.?Não permiti que meu nome fosse colocado como mais um neste instante?, afirmou o deputado, apontado por colegas de bancada como uma espécie de terceira via interna do PSDB.Segundo ele, o lançamento de mais um nome ?de nada adiantaria? para apaziguar a disputa interna, marcada pela polarização entre os aliados do ministro da Saúde, José Serra, e do governador do Ceará, Tasso Jereissati.?Não acredito que as circunstâncias para minha candidatura se criem, mas política é tempo, é destino?, disse o presidente da Câmara, amenizando o tom de sua mensagem inicial. ?Um homem público que sobe um degrau já pensando em subir outro, corre o risco de cair e se machucar.?Convidado por três federações empresariais do Rio Grande do Sul a falar sobre o cenário político de 2002, Aécio disse acreditar que as eleições presidenciais serão disputadas com alto grau de racionalidade.?Não vejo o clima emocional de outros momentos. A eleição será disputada racionalmente?, afirmou. Apesar dos baixos índices de intenção de voto obtidos pelos tucanos nas pesquisas sobre a eleição presidencial, o deputado aposta no potencial do candidato que for escolhido pelo partido e na manutenção da aliança que elegeu o presidente Fernando Henrique Cardoso.?Existem hoje as precondições necessárias para que a aliança seja reeditada?, disse, referindo-se ao PFL e ao PMDB. O presidente da Câmara destacou aos empresários que o Legislativo ?restabeleceu-se como poder? ao limitar a edição de medidas provisórias pelo governo.?A Câmara ressurgiu como poder autônomo?, disse Aécio. Segundo ele, apenas 17% das matérias votadas no ano passado tinham como origem o próprio Legislativo, e que, no segundo semestre deste ano, o percentual subiu para 60% a 65%.

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