Aécio minimiza resultado da pesquisa CNT/Sensus

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) minimizou hoje os resultados da pesquisa CNT/Sensus, que apontou a liderança de seu colega, o governador de São Paulo, José Serra, nas intenções de voto para as eleições presidenciais de 2010. "Toda pesquisa feita com antecedência tão grande do processo eleitoral é muito mais amostragem de momento. Eu acredito que na política o cenário se altera com muita rapidez e pode ser que nós tenhamos em 2010, ano efetivo das eleições, um cenário que não seja exatamente esse", disse.Segundo dados da pesquisa, Serra lidera as intenções de voto em todas as listas apresentadas aos entrevistados, tanto no primeiro turno como no segundo. Na primeira lista, Serra conta com 38,2% das intenções, seguido de Ciro Gomes (18,5%), Heloísa Helena (12,8%) e Dilma Rousseff, com apenas 4,5%. Em uma lista em que Serra não aparece, Ciro Gomes lidera com 25,8% das intenções, seguido por Heloísa Helena, com 19,1%, Aécio Neves, com 16,6%, e Dilma Rousseff, com 5,4%.No cenário em que o nome do governador paulista é substituído por Aécio, Ciro Gomes fica à frente, com 25,8%, e Heloísa Helena em segundo lugar, com 19,1%. O tucano ficou com 16,6%. A pesquisa também fez duas simulações considerando Aécio Neves no segundo turno, enfrentando Dilma Rousseff e Tarso Genro. O governador mineiro vence nas duas simulações. Contra Dilma, ele teria 36,9%, ante 14,5% da ministra; e contra Tarso, 36,1%, ante 15,5% do petista."É uma pesquisa que, do ponto de vista pessoal, exatamente sendo eu, dos nomes ali colocados, o que nunca disputou uma eleição presidencial, é algo que eu devo comemorar como uma avaliação positiva daquilo que nós estamos fazendo em Minas Gerais", afirmou. Em entrevista concedida hoje no Palácio da Liberdade, Aécio se esquivou ao ser questionado sobre as articulações envolvendo também o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), em torno de uma aliança entre os dois partidos para disputar as eleições municipais na capital mineira este ano. "Essa questão será conduzida pelos partidos políticos e não pelo governador", disse.

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