Aécio minimiza manobra para esvaziar CPI mista da Petrobrás

Questionado sobre falta de quórum na última terça senador tucano lembrou que há investigações sobre a estatal em outras instâncias

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

12 de novembro de 2014 | 17h52

Brasília - O senador Aécio Neves (PSDB-MG) minimizou nesta quarta-feira, 12, a manobra de parlamentares da base aliada do governo para esvaziar a CPI Mista da Petrobrás e não votar os requerimentos na sessão da última terça-feira. Segundo ele, o caso da Petrobrás é "incontrolável", pois há investigações sendo feitas por outros órgãos, como a Polícia Federal e o Ministério Público.

"Os fatos vão surgir, porque essa questão da Petrobrás é incontrolável. Essa ação do governo pode limitar a vinda de A ou B no Congresso, mas a maioria das investigações está ocorrendo, inclusive fora do Brasil", disse, em referência ao fato de o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a SEC, principal agência reguladora do mercado de capitais americano, estarem apurando as irregularidades na estatal.

Na semana passada, Aécio se irritou com seus aliados depois que eles fecharam um acordo na CPI para não convocar agentes políticos para depor na comissão. Na reunião de terça, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) afirmou que nunca houve nenhum entendimento nesse sentido e disse que o PSDB estava disposto a aprovar todos os requerimentos possíveis, inclusive para convocar o laranja do doleiro Alberto Youssef, Leonardo Meirelles, que acusou os tucanos de também terem participado do esquema.

A sessão de terça, porém, foi encerrada sem que nenhum requerimento fosse votado, sob gritos de protesto de parlamentares da oposição.

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