Aécio lança 'cartilha' com bases de seu programa

Provável candidato à Presidência tenta fechar os pontos que devem ser abordados junto aos eleitores; documento, contudo, não pretende ser programa fechado de governo, dizem tucanos

Erich Decat, O Estado de S. Paulo

14 Dezembro 2013 | 07h00

Brasília - Numa tentativa de se antecipar aos adversários da disputa presidencial de 2014 e garantir o discurso de temas centrais da vida dos eleitores, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), lança na próxima terça-feira uma cartilha com 12 pontos que deverão ser a "raiz" das suas propostas de governo para a disputa eleitoral.

Segundo tucanos próximos ao projeto, ainda não foi definido um nome para o documento, mas o conceito passará pelo tema da "mudança" - o mesmo adotado no programa partidário de rádio e TV que adotou o mote "quem muda o Brasil é você".

Os 12 pontos foram fechados nesta sexta, 13, e o documento deverá ser apresentado à Executiva Nacional do partido na manhã de terça-feira e divulgado ao público à tarde em evento que está sendo marcado para o Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados.

Temas. Na carta deverão constar os temas que foram discutidos nos últimos meses por Aécio Neves em encontros e debates com lideranças das áreas social, econômica, do meio ambiente, do agronegócio, da segurança pública e da educação, entre outros.

Dentro da questão econômica, Aécio Neves deve reforçar as críticas ao "intervencionismo do Estado" - que, na avaliação da legenda, tornou-se uma das razões para a fuga de investimentos do País. A questão da intervenção do governo deverá ser relacionada a outro ponto em que serão abordadas a política externa e as chamadas "cadeias globais" de mercado.

Uma das críticas que deverão ser feitas à atuação do governo Dilma Rousseff, no campo das relações exteriores, diz respeito ao "viés ideológico" na tomada de decisões. O documento pretende ainda levantar um debate sobre o que considera "falta de transparência" nas operações entre o Tesouro Nacional e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Em julho, Aécio Neves cobrou da tribuna do Senado informações sobre os empréstimos que o banco concedeu a outros países. "Estamos oficiando ao BNDES no sentido de que haja transparência nos financiamentos que essa instituição financeira tem dado a outros países, em especial a Cuba e Angola, agora carimbados como transações secretas, de segurança nacional", disse o senador na ocasião.

A discussão sobre o papel das agências reguladoras criadas na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também deverá entrar no debate a ser lançado pelos tucanos. O entendimento de parte da sigla é que elas foram enfraquecidas pelo aparelhamento realizado pelo governo do PT.

O documento, segundo alguns integrantes da legenda, não pretende ser um programa fechado de governo mas lançar diretrizes que servirão como um norte para serem utilizadas durante o próximo embate eleitoral de 2014.

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