Aécio foi descartado como vice de Serra há 6 meses, diz Guerra

O presidente do partido assegura que conversará com ex-governador sobre vice na semana que vem

Carol Pires, do estadão.com.br

27 Maio 2010 | 15h12

Com Sérgio Guerra, o então governador de MG, Aécio Neves, anuncia a retirada de sua pré-candidatura à Presidência, em dezembro de 2009. Foto: Omar Freire/Divulgação - 17.12.2009

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BRASÍLIA - O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse nesta quinta-feira, 27, que o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves foi descartado como vice na chapa de José Serra há seis meses. As recorrentes aparições do nome de Aécio na imprensa como possibilidade de formar uma chapa puro-sangue para concorrer à sucessão de Lula, segundo o senador, eram inevitáveis porque o mineiro seria, sim, a melhor opção.

 

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Aécio Neves rejeita pressão e nega que será vice de José Serra

 

https://www.estadao.com.br/estadao/novo/img/icones/blog_azul.gif Blog do Bosco: Espera gera desgaste para Serra

 

A discussão sobre o papel de Aécio na campanha tucana - se seria candidato a vice, como queria o partido, ou a senador, como ele deseja - explodiu e esfriou diversas vezes ao longo dos últimos meses. Hoje, no entanto, o ex-governador foi categórico ao afirmar à imprensa que não fará dupla com José Serra na corrida presidencial.

 

Sérgio Guerra, porém, não conta quais outros nomes estão sendo discutidos para ocupar a vaga, e sequer revela se o escolhido será do PSDB ou de um partido aliado. A única certeza que o presidente tucano diz ter, até aqui, é que José Serra deve crescer nas pesquisas de intenção de voto nas próximas semanas, quando a oposição figurará as propagandas partidárias na TV e no Rádio.

 

Leia a entrevista que o senador deu ao portal Estadão no início da tarde desta quinta-feira, 27:

 

Aécio Neves confirmou nesta quinta que não será o vice de José Serra na chapa à presidência da República. Há quanto tempo o PSDB estava ciente disto?

 

 Há seis meses. Há seis meses o governador Aécio Neves disse a mim e ao senador Tasso Jereissati que não seria vice, e não gostaria de ser pressionado a sê-lo, mas que iria ajudar na campanha de José Serra.

 

Se o PSDB sabe há seis meses que Aécio não será o vice, por que o nome dele ainda era recorrente nas discussões sobre o assunto?

 

Porque muita gente no partido, e com razão, acha que ele seria o melhor.

 

Ninguém quer ser o vice de Serra, é isso?

 

 Não é esta a pergunta. A saída de Aécio não justifica a pergunta, porque há seis meses já não era ele o vice.

 

Quem vai ser o vice então?

 

Vamos tratar disso agora. Semana que vem, vou conversar com o governador José Serra sobre isto.

 

Serra tem, em discursos recentes, sempre citado de alguma forma o nome do senador Tasso Jereissati. O nome do senador é debatido dentro do partido como uma possibilidade?

 

Tasso seria uma excelente escolha, mas não acredito nesta hipótese.

 

Mas pode ser ainda uma chapa puro-sangue, com outro nome que não o de Aécio Neves?

 

Não saberia responder.

 

O DEM parece não ter nome de consenso para indicar o vice porque os dois nomes mais fortes enfrentam problemas. O senador José Agripino não quer, e a senadora Kátia Abreu divide a legenda. Fora os dois, existe outro nome no DEM para ser o vice de José Serra?

 

Pode ser alguém do DEM, e de qualquer partido de oposição que compõe a aliança com o PSDB, mas não se tratou de nomes ainda.

 

Hoje à noite vai ao ar a propaganda partidária do DEM, com o pré-candidato José Serra figurando entre as imagens. Até aqui, só o PT e os partidos da base tinham veiculado as propagandas partidárias. Em junho, será a vez dos partidos de oposição. Qual será o efeito disso?

 

A propaganda eleitoral do DEM não conheço. Mas, evidentemente que vai nos favorecer. Até agora, houve uma overdose de campanha da Dilma, que resultou em multas no TSE, que foram desconsideradas, e nos últimos dias as falas do Lula na propaganda partidária e nas inserções. Tudo isso sem contradições, que aumenta o poder da overdose. Os outros partidos não puderem responder, ficou só a versão dele. Agora no mês de junho a oposição terá mas espaço. Seguramente isto resultara no crescimento de Serra nas pesquisas de intenção de voto.

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