Aécio e Serra trocam elogios

Governadores vão a Curitiba para manifestar apoio ao prefeito Beto Richa, candidato tucano à reeleição

Evandro Fadel, CURITIBA, O Estadao de S.Paulo

10 de setembro de 2008 | 00h00

Principais nomes do PSDB apontados como candidatos à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, trataram de se elogiar mutuamente, ontem à noite, em Curitiba, onde participaram de ato em apoio à reeleição do prefeito Beto Richa, da coligação Curitiba o Trabalho Continua (PSDB/PDT/PPS/PSB/DEM/PSL/PTN/PP/PR/PRP/PSDC). Ambos, por sugestão de Serra, foram até a Boca Maldita, local tradicional de encontro político no centro da cidade, para tomar café e, evidentemente, apertar as mãos de eleitores e tirar fotos.A presença de Serra, que viria no dia 17, foi confirmada apenas na noite de segunda-feira. Aécio, que a princípio seria a estrela única do evento, soube da vinda do governador paulista somente em Curitiba. Mas o mineiro tratou de deixar o ambiente descontraído. "Os que apostarem em divisão entre nós perderão. Serra e eu temos identidade pessoal e política." Antes de seguirem para um jantar que reuniu mil contribuintes de campanha - cada um pagou R$ 1 mil pelo convite -, eles concederam entrevista coletiva, em que a sucessão de 2010 ganhou mais espaço. "O PSDB vai procurar construir um projeto para o Brasil e, no momento certo, os nomes vão surgir", destacou Aécio. "Feliz do PSDB que tem um nome da qualidade do José Serra, em condições de disputar, vencer e fazer uma bela administração do País." Recebeu a mesma manifestação efusiva do governador paulista. "Sorte tem o partido que tem um nome como o do Aécio para apresentar, sorte tem um partido que tem diferentes possibilidades", elogiou. "A população espera a definição do PSDB como coisa relevante para 2010." Segundo ele, a alternância de poder é "muito saudável". "E a alternância se expressa no PSDB", acrescentou. Mas, diante de representantes dos vários partidos da coligação que apóia Richa, além do presidente nacional do PPS, Roberto Freire, e do ex-senador Jorge Bornhausen (DEM), Serra salientou a necessidade de construir uma unidade, inclusive nas eleições municipais.Em São Paulo, ele garantiu que a eleição vai para o segundo turno. "E, se Deus quiser, vão estar unidos os partidos que hoje não estão, partidos originais que nos apoiaram e que estão hoje disputando separadamente", afirmou. Como já falara em outras ocasiões, Serra repetiu que, entre os pontos fracos do PSDB está a comunicação.VANTAGEM"Conversei várias vezes com o Alckmin a respeito de estratégia, mas não me compete publicamente dar palpite sobre como levar a área de comunicação, daria mais confusão se começasse a falar em público", disse.Em Curitiba, Richa tem aparecido com ampla vantagem nas pesquisas eleitorais, com perspectivas de definição já no primeiro turno. "A vitória do Beto, como se anuncia, é a vitória de um projeto que prima pela eficiência, pelo resultado", disse o governador de Minas Gerais.Ele ressaltou ter vindo a Curitiba porque "as pessoas têm direito de saber quem são os companheiros do Beto", apesar de reconhecer que ele, particularmente, não teria capacidade de transferência de voto. Já Serra comentou que sua presença era para "curtir uma vitória também". "É gostoso vir onde está bem", afirmou. "É um prazer curtir uma campanha que vai bem."

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