Aécio e Pimentel se reúnem por acordo em BH

Nos bastidores, petistas admitem que a união só é possível caso o PSDB aceite ficar de fora da coligação formal

EDUARDO KATTAH, Agencia Estado

11 de junho de 2008 | 17h35

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), afirmaram nesta quarta-feira, 11, que estarão juntos na sucessão municipal em torno da candidatura de Márcio Lacerda (PSB), tendo como vice o deputado estadual Roberto Carvalho (PT). Para simbolizar o acordo que, apostam, irá viabilizar a polêmica união entre petistas e tucanos na capital mineira, Aécio e Pimentel se reuniram no Palácio das Mangabeiras e afinaram o discurso. Os dois desconversaram sobre a estratégia para superar o impasse provocado pela resolução do Diretório Nacional do PT, que recomendou a exclusão dos tucanos da aliança. Nos bastidores, petistas admitem que a união só é possível caso o PSDB aceite ficar de fora da coligação formal. Aécio voltou a falar em "generosidade" na construção da aliança. Pimentel, por sua vez, garantiu que os "prazos" e os "estatutos internos" dos partidos serão cumpridos. O governador foi categórico ao dizer que não aceita interferência de "lideranças políticas de outros Estados", que "se incomodam" com a articulação em Belo Horizonte. "Não é isso que interferirá na construção política de Minas. Em Minas, quem decide seu destino são os mineiros. Aqueles que vêm com a visão distorcida de fora, buscando influenciar ou, enfim, se intrometer naquilo que é decidido em Minas Gerais, recebem a repulsa da população, não das lideranças políticas", disse. Pimentel disse que "o momento é de entrar em campo para fazer a campanha eleitoral." "Como disse o governador, com espírito generoso e amplo que caracteriza a política que tem sido feita em Minas Gerais nos últimos anos."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.