Aécio e Campos 'flertaram' com xingamento à Dilma, diz candidato do PV

Brasília – Confirmado há pouco pela Convenção Nacional do Partido Verde (PV) como candidato à Presidência da República, o ex-deputado federal Eduardo Jorge, criticou a presidente Dilma Rousseff por “ficar amedrontada, escodida” na Arena Corinthians, durante a abertura da Copa do Mundo de Futebol, com medo de vaias. “A nossa presidente errou em ir para o estádio e ficar escondi, mudinha, lá em cima (no camarote)”, com medo de vaia”, disse.

Nivaldo Souza, O Estado de S. Paulo

14 Junho 2014 | 16h01

Jorge, contudo, se solidarizou com Dilma e repudiou os xingamento sofrido por ela pela torcida. “Um presidente não pode ter medo de vaia. Vaiar é coisa normal, qualquer político sabe disso, mas daquela forma aquele comportamento é um comportamento bárbaro. E nós que somos pela cultura de paz, quero registrar meu repúdio”, afirmou. “Criticamos porque ela se escondeu, mas condenamos aquele comportamento violento”, considerou.

O candidato verde fez referência indireta aos concorrentes Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) ao afirmar que eles “flertaram” com os xingamento. “Eu vi que dois candidatos de oposição poderosos pisara na bola feio, porque eles flertaram com o xingamento e depois, quando viram que repercussão foi negativa, que ninguém pode admitir que faça uma coisa daquelas, eles correram depois para corrigir.

Jorge discursou na convenção ao final da escolha defendendo a reforma política. “Não queremos saber de candidatos da direita ou da esquerda”, disse, defendendo o parlamentarismo como modelo para o País.

Em referência Lula, no momento em que acusava o modelo presidencialista de “imperial”, Jorge pediu ao ex-presidente que volte aos palanques. “Quer voltar, volte. Se não acredita mais na criatura

que criou, volte”, provocou.

O candidato verde defendeu também o voto distrital para corrigir a influência das empresas nas campanhas para o Congresso Nacional. “Hoje, deputado e senador é lobista eleito por grandes sindicatos e empresas. É por isso que o eleitor tem tem nojo da representação política”, considerou.

Um pouco antes do discurso de Jorge, o presidente do PV, deputado federal Penna (SP), colocou como principal meta elevar a bancada verde. “Precisamos não/ perder o objetivo estratégico, que é aumentar a bancada de deputados federais. Para enfrentar a bancada do agronegócio precisamos ter números”, disse Penna. “É um bancada própria que nos dará tempo de televisão e fundo partidário”, destacou Sarney Filho (PV-MA), um dos oitos parlamentares verdes da Câmara.

Lançado na corrida eleitoral em uma chapa pura, sem aliados, com vice-prefeita de Salvador, Célia Sacramento, como sua vice, Jorge convocou partidos socialistas a acompanharem o PV. “Queremos ajudar os partidos socialistas a chegarem ao século 21”, disse. “Temos recursos e argumentos em todas as áreas. Temos uma proposta que é coerente, que a cultura de mais democracia”, afirmou.

Jorge acusou o governo da presidente Dilma e o PSDB de fazer uma disputa política pela Petrobras, lamentando o “clientelismo” e preferência por petróleo. Ele disse que faltou à Dilma intensificar investimentos na energia solar ao apresentar o PV como “diferente”. “Somos um partido diferente. Reconhecemos os avanços que aconteceram no Brasil nesse período (redemocratização), seja no governo Itamar Franco, no governo do PSDB, ou no governo do PT. Mas nós não somos dependentes de PT ou PSDB. Não somos anti o partido A, B ou C, somos um partido próprio, com ideias próprias”, defendeu.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.