AÉCIO E ALCKMIN TROCAM AFAGOS

Mineiro diz que paulista 'alcançará voos maiores'

DAIENE CARDOSO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2015 | 02h04

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que disputa o protagonismo da oposição com o presidente de seu partido, o senador Aécio Neves (MG), teve um dia de estrela na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado na manhã de ontem. Numa audiência para discutir os desafios da crise hídrica no País, Alckmin foi reverenciado por aliados como exemplo de gestão, como "o homem que superou a falta d'água em São Paulo".

Aécio fez questão de marcar presença no final da participação de Alckmin e elogiar o possível adversário pela vaga tucana na disputa à Presidência da República em 2018. "O partido de vossa excelência tem um orgulho enorme de sua trajetória e certamente ainda alcançará voos muito maiores", disse o senador.

Alckmin demonstrou simpatia pelos corredores do Senado e concentrou os holofotes. Aécio deixou a audiência pelo lado de trás, enquanto o governador concedia entrevista coletiva e comentava o agravamento da crise política. Manteve, assim, a disputa de poder nos bastidores do partido.

Na audiência, cercado por uma plateia de deputados e senadores amigos, Alckmin disse que São Paulo enfrentou a pior seca das últimas décadas com economia, ampliação dos reservatórios e uso racional de água. "Pensei que ele ia falar em bilhões de investimentos, mas falou em economia. Atentem para isso: o problema pode ser resolvido com investimento mas também através de economia de gastos", elogiou o presidente da comissão, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN).

Sugestões. Alckmin defendeu a interligação de bacias e citou como exemplo o investimento na transposição do Alto Tietê, sem mencionar o atraso nas obras. Questionado sobre quais sugestões poderia dar ao resto do País, o governador paulista enalteceu a cooperação da população e apresentou novas tecnologias, como as "membranas ultrafiltrantes" para tratamento de água. Ele evitou comentar o recente corte de investimentos da Sabesp e não repetiu sua classificação de "papelório inútil" ao plano de contingenciamento hídrico elaborado pela companhia e pela Secretaria Estadual de Recursos Hídricos.

O senador Roberto Rocha (PSB-MA) foi um dos que não economizaram na valorização do trabalho tucano. "O governo de São Paulo enfrentou e venceu o problema. Que sirva de lição para o governo brasileiro no enfrentamento da crise hídrica."

Coube ao vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), mencionar a insegurança hídrica que ainda persiste no Estado de São Paulo. Alckmin rebateu os questionamentos do petista, única voz de oposição em meio aos aliados do tucano.

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