Fábio Motta/AE
Fábio Motta/AE

Aécio diz que vai esperar até janeiro decisão sobre candidatura

Governador reconheceu ter um prazo diferente do colega José Serra, que quer adiar o para o fim de março

Luciana Nunes Leal, da Agência Estado,

14 de dezembro de 2009 | 16h02

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, disse nesta segunda-feira, 14, que "o PSDB deve sair da comodidade de aliança com o DEM e o PPS, que é importante, mas talvez não seja suficiente para vencer as eleições". Aécio afirmou que pode trabalhar pela aproximação com partidos como PSB, PDT, PP e com setores do PMDB e reiterou a decisão de esperar somente até o início de janeiro por uma definição dos tucanos sobre a candidatura à Presidência da República. O governador reconheceu ter um prazo diferente do colega José Serra, que quer adiar o anúncio do candidato tucano para o fim de março.

 

Aécio informou que por enquanto mantém seu nome como possibilidade para disputar a sucessão do presidente Lula e evitou falar em concorrer ao Senado. "No final de março as alianças que poderíamos construir já terão buscado outro caminho. Os ativos que eu poderia agregar à nossa candidatura terão buscado outras alianças. A partir de janeiro a contribuição que eu poderia dar se torna mais difícil", disse o governador, depois de participar de um almoço na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

 

O governador criticou a estratégia do PT de fazer da eleição presidencial de 2010 uma disputa plebiscitária, com comparação entre a gestão do presidente Lula e de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "O programa de TV do PT (que foi ao ar na semana passada) teve um viés um pouco perigoso ao querer dividir o País entre pobres e ricos, entre os que pensam no povo e os que são contra o povo. É uma falsa discussão", afirmou o governador de Minas.

 

Aécio também criticou o governo federal por não reconhecer os avanços anteriores à eleição do presidente Lula. "Se um extraterrestre pousasse sua nave aqui ia achar que o Brasil foi descoberto em 2003 (primeiro ano do governo Lula) e que tudo foi feito de lá para cá", brincou, durante discurso aos empresários.

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