Aécio diz que sua irmã 'jamais foi responsável por iniciativa ilícita'

Andrea Neves teve negado pedido de liberdade nesta terça pelo STF

Thiago Faria, Julia Lindner e Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2017 | 19h27

BRASÍLIA - O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou nesta terça-feira, 13, que sua irmã Andrea Neves "jamais foi responsável por algum tipo de iniciativa ilícita ou que oferecesse obstrução a quaisquer procedimentos por parte da Justiça."

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta terça o pedido de liberdade de Andrea, presa desde o dia 18 de maio pela Operação Patmos.

"Reitero que minha irmã Andrea Neves não oferece qualquer tipo de prejuízo às investigações em curso", afirmou o senador, por meio de nota. "Minha irmã é vítima de um plano criminoso montado minuciosamente por Joesley Batista para conseguir junto à PGR (Procuradoria-Geral da República) o benefício da impunidade penal." Segundo ele, a defesa de Andrea já está analisando "medidas cabíveis para buscar a sua soltura".

Suspeita. Andrea é considerada a operadora de Aécio pela Procuradoria-Geral da República. Um primo do senador afastado, Frederico Pacheco de Medeiros, também foi preso.

A operação da PF foi deflagrada a partir da delação da JBS. O empresário Joesley Batista incluiu um áudio de uma conversa entre ele e Aécio em que o senador pede R$ 2 milhões ao empresário. Andrea teria feito o contato incial com o empresário e Frederico foi o responsável por receber o dinheiro no lugar de Aécio.

Na defesa encaminhada ao Supremo, a defesa de Andrea argumentou que ela não poderia ter sido presa por eventuais ilícitos cometidos pelo seu irmão.

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