Aécio diz que sobram candidatos mas falta projeto para 2010

O governador de Minas Gerais, AécioNeves (PSDB), um dos cotados para a sucessão de Luiz InácioLula da Silva em 2010, classificou de artificial a polarizaçãoPT e PSDB e defendeu uma união em torno das reformas relevantespara o país. "Na minha avaliação nós vivemos uma polarizaçãoabsolutamente artificial no país hoje. É a mera disputa pelopoder que coloca em campos opostos os principais atores da cenapolítica brasileira nos últimos 14 anos", disse Aécio ajornalistas durante seminário comemorativo dos 40 anos darevista Veja. Para o governador, o PSDB e o PT, que governaram o Brasilde 1995 para cá, têm uma responsabilidade maior que os outrospartidos porque já conhecem a agenda necessária ao país. "No Brasil, não faltam candidatos à presidência daRepública, o que falta é um projeto claro do que nós queremosquando chegarmos à Presidência da República", acrescentou. Aécio ressaltou que o entendimento que defende nãosignifica uma aliança eleitoral entre os dois partidos, mas umaconvergência em torno das reformas política, previdenciária,tributária e trabalhista. O governador citou como exemplo concreto dessapossibilidade de entendimento a situação de Belo Horizonte,onde a candidatura de Márcio Lacerda, do PSB, tem o apoioformal do PT e informal do PSDB. Em relação a posições radicais que combate, citou comoexemplo o período de governo de Fernando Henrique Cardoso (1995a 2002), quando o PT se posicionou contrário ao plano Real e àlei de responsabilidade fiscal, por exemplo, "ativos que hojedefende." Aécio também criticou o PSDB pelo afastamento de temasprogramáticos para se manter apenas em postura oposicionista. "Nós da oposição, em determinamos momentos, nosdistanciamos do que pregávamos." Os quatro presidenciáveis mais cotados para a eleição de2010 -- Ciro Gomes, Aécio Neves, Dilma Rousseff e José Serra --estão participando do evento. Antes de Aécio, Ciro falou em aliança com Dilma em 2010, edisse que com Aécio seria mais difícil pela oposição que ogovernador de Minas Gerais faz a Lula. "O que nós precisamos é romper com essa polarização e oCiro tem a compreensão que eu tenho, de assegurar essaconvergência de projetos. Ele será um ator extremamenteimportante nessa nova concertação", defendeu Aécio.(Reportagem de Carmen Munari)

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