MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO
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Aécio diz que houve 'exagero na parafernália montada' para depoimento de Lula a Moro

Alvo de cinco pedidos de inquéritos no STF, presidente do PSDB afirma que é preciso 'despolitizar' o processo investigativo da Lava Jato

Julia Lindner, Fernando Nakagawa e Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2017 | 15h35

BRASÍLIA - O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta quinta-feira, 11, que é preciso "despolitizar" o processo de investigação da Operação Lava Jato. Ele avaliou que houve um "exagero na parafernália montada" para o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na quarta-feira, 10, ao juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba.

"Acho que há muita exploração midiática. Ontem (quarta, 10), por exemplo, acho que foi desnecessária toda essa exploração em torno de um depoimento que poderia ter acontecido sem essa exploração política de parte a parte", declarou.

Ele ponderou que as investigações têm que continuar, mas todos têm que contribuir para que o processo seja "menos midiático e efetivamente judicial". "Acho que isso ajuda o País a sair dessa crise", avaliou Aécio.

Presidente nacional do PSDB e candidato derrotado à Presidência em 2014, Aécio é alvo de cinco pedidos de inquérito por suposta solicitação de propinas e doações de caixa 2 à Odebrecht. Aécio foi citado nos depoimentos do herdeiro da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, do ex-diretor da empreiteira em Minas, Sérgio Luiz Neves, de Benedicto Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, do ex-vice presidente da Odebrecht S.A Henrique Serrano do Prado Valladares e de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais do grupo em Brasília.

Representando o PCdoB, um dos partidos pequenos que resistiam à cláusula de desempenho, o deputado Orlando Silva (SP) deixou a reunião dizendo que não se sentia completamente contemplado, mas admitindo a nova proposta de Aécio e reconheceu que está em construção um entendimento em torno do tema, já que os nanicos terão a chance de se fortalecer em 2018. "Considero que houve um avanço. Ele (Aécio) apresentou uma proposta mais flexível", declarou.

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