Aécio diz que encerrar sessão foi ato "pedagógico"

O presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), qualificou como "freio de arrumação com efeito pedagógico" a decisão de suspender e encerrar a ordem do dia da sessão de hoje da Câmara, por não haver quórum mínimo de 257 deputados. Com isso, os parlamentares que, até então, não tinham registrado presença em plenário, soferão corte proporcional em seus salários. Aécio afirmou que se baseou em acordo de líderes fechado na quarta-feira da semana passada, para que a ordem do dia fosse iniciada às 16 horas. "Como cheguei ao plenário e não havia número suficiente, encerrei a ordem do dia e assumo inteira responsabilidade sobre essa decisão, pois minha obrigação é garantir quórum no plenário, e acredito que isso agora acontecerá", disse.Quanto à alegação de deputados de que estavam participando de trabalhos nas comissões, Aécio afirmou que muitas atividades estão sendo executadas no horário da ordem do dia, quando o Regimento Interno determina que as votações de plenário têm precedência sobre todas as demais atividades da casa: "Estávamos vendo, a cada semana, mais e mais dificuldades para assegurar a presença no plenário".

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