Aécio diz que conversou com Lula sobre aliança em BH

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves(PSDB) disse hoje ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre uma eventual aliança do PSDB com o PT para a prefeitura municipal de Belo Horizonte. Ele disse que o presidente também acha viável a união dos dois partidos na disputa pela prefeitura da capital mineira. "Falamos sobre esse assunto com o presidente, com muita clareza" , disse o governador, que acrescentou que não foi uma conversa privada, mas com "vários interlocutores". "Agora é uma decisão que cabe à direção nacional do partido (PT) com a participação das instâncias regionais. Vamos aguardar a decisão", explicou Aécio.Para o governador mineiro, no caso do PT, em Belo Horizonte, existe uma parceria administrativa entre o prefeito e o governador que tem trazido resultados importantes para a capital do Estado. "Há um sentimento amplamente majoritário da população de Belo Horizonte, atestado em todas as pesquisas, que quer a continuidade dessa parceria, que melhorou os indicadores de segurança pública, a situação viária da cidade, a situação da saúde e da educação", disse.Aécio concedeu entrevista em Fortaleza, no Ceará, onde participa de um encontro. Ele tem esperança de que o PT se decida pela aliança com o PSDB em Belo Horizonte. O governador afirmou ainda que o PT terá uma reunião a respeito nesses próximos dias. "Vamos aguardar a decisão final do PT". Em Minas, o PT municipal e o PT estadual aprovam a aliança, "o que já é uma demonstração clara de que os que conhecem o que está sendo feito em Belo Horizonte querem uma continuidade desse trabalho", concluiu Aécio.Perguntado se ele sairia do PSDB se o partido apostar em José Serra, Aécio disse não cogitar isso. "O PSDB tem um projeto para o País. Ele deve, inclusive, atualizar esse seu projeto e nós vamos ter no partido, no momento certo, uma decisão democrática, consultando as bases. José Serra é um nome com grandes qualidades, mas ninguém será candidato do PSDB apenas porque queira ser candidato ou porque tenha vontade ser. Isso pode até ser um pressuposto, uma das precondições, mas é preciso que no momento certo - e, a meu ver, esse momento é o final do ano de 2009 -, nós façamos as avaliações que não levarão em conta apenas quem será o candidato, mas qual o projeto que o Brasil precisa viver", disse.

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