Aécio diz que Azeredo foi 'vítima' do momento político

Governador saiu em defesa de colega tucano, réu no STF pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro

Raquel Massote, da Agência Estado,

04 de dezembro de 2009 | 13h32

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), saiu nesta sexta-feira, 4, em defesa do senador tucano Eduardo Azeredo (MG), suspeito de envolvimento no esquema de corrupção conhecido como mensalão tucano. Para Aécio, o senador "foi vítima do conturbado momento político pelo qual estamos passando".

 

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Na quinta-feira, 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal e abriu um processo criminal contra o senador. Azeredo é réu em ação penal por suspeita de envolvimento com crimes de peculato (uso de cargo público em benefício próprio) e lavagem de dinheiro no suposto esquema de desvio de recursos públicos durante a campanha de 1998 ao governo do Estado.

 

Aécio argumenta que Azeredo é um homem de bem e "quem o conhece sabe disso". O governador reconheceu que ocorreram problemas na prestação de contas e arrecadação de recursos para a campanha, mas disse não ter visto indícios de atuação direta do senador ou de responsabilidade direta dele.

 

Usando o mesmo raciocínio do senador, que se pronunciou por meio de nota na noite de quinta-feira, Aécio disse que Azeredo, a partir de agora, terá oportunidade de mostrar sua participação no processo e garantir sua inocência. "O senador Eduardo Azeredo não foi condenado. O STF apenas autorizou a abertura de processo e, agora, com serenidade e tranquilidade, ele terá condições de se defender e de provar sua inocência", ressaltou.

 

O governador reconheceu ainda que esta foi uma semana difícil para a oposição, considerando não apenas a abertura do processo contra o senador tucano, como também as denúncias envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM). "Não foi um bom momento. Mas se me perguntarem se acho que isso terá reflexo na eleição de 2010, não acho que terá", observou.

 

No caso dos Democratas, o governador indicou que a decisão sobre o assunto caberá ao partido. Ele apontou que a estratégia a partir de agora será continuar apresentando propostas e diferenças entre os modos de governar. Aécio disse que a eleição de 2010 será "difícil para os dois lados", mas indicou estar "extremamente confiante" em relação às chances da oposição. 

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