Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Aécio deve continuar à frente do PSDB, diz governador do Pará

Para Simão Jatene, ex-governador de Minas é visto pela sociedade brasileira como alguém capaz de catalisar sentimento de mudança

Fábio Brandt, O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2014 | 21h16

O governador reeleito do Pará, Simão Jatene (PSDB), vai na contramão das análises que apontam a volta dos tucanos paulistas à linha de frente do partido, após o mineiro Aécio Neves ter protagonizado a quarta derrota consecutiva da legenda para o PT em eleições presidenciais.

Os tucanos paulistas José Serra, eleito senador, e Geraldo Alckmin, reeleito governador, são cotados para disputar a próxima eleição para o comando do partido. Mas, na opinião de Jatene, esse não é o caminho que deve ser trilhado pelo PSDB. Para ele, Serra e Alckmin são "grandes lideranças nacionais" do PSDB. Mas, neste momento, "a sociedade brasileira sinalizou o Aécio como alguém capaz de catalisar esse sentimento (de mudança)", afirma o governador paraense.

"Não consigo ver razões para que você tenha que abdicar disso (de ter Aécio à frente do partido), a não ser que por vaidades pessoais, o que não é muito o que o País precisa neste momento", afirma. "Eu acho que ele se credenciou para catalisar e capitanear, de fato, esse movimento geral dentro do partido".


Segundo o governador do Pará, o fato de Aécio ter sido dado como derrotado no primeiro turno e ter conseguido disputar a eleição até o fim mostra sua importância para o partido. "O Aécio enfrentou momentos difíceis na campanha e mostrou equilíbrio e capacidade de superação", disse Jatene.

"Eu acho que não é essa a questão central. O Geraldo (Alckmin) é uma liderança expressiva. (José) Serra, tenho muito orgulho de ele ter sido meu professor na Unicamp. É uma liderança expressiva. Mas, neste momento, nós temos fazer uma leitura do sentimento da sociedade e nos unir em torno de causas e de pessoas que cristalizam as causas", afirmou Simão Jatene. 

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