Aécio defende negociação para reduzir alíquota da CPMF

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, defendeu, após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a proposta do PSDB de redução de 0,38% para 0,20% da alíquota da CPMF, além da partilha da arrecadação com os estados e municípios. No encontro, Lula bancou a posição do governo afirmando que "considera a CPMF fundamental ao equilíbrio das contas públicas", segundo relato do governador. Aécio disse que insistiu na necessidade de negociação entre governo e oposição "para se chegar uma posição de equilíbrio". A proposta encaminhada pelo governo defende a prorrogação da CPMF até 2011 e mantém a atual alíquota de 0,38% sobre a movimentação bancária dos correntistas. "Pensamos diferente, mas para o Brasil é muito importante que tenhamos a capacidade de dialogar. Eu espero que haja espaço para negociação em torno dessa posição de equilíbrio que retorna a alíquota aos níveis que prevaleceram quando a contribuição foi criada", disse o governador. Ele lembrou que setores da oposição, como os Democratas, defendem uma posição mais radical, como a simples extinção da CPMF. Ele reconheceu que na conversa com o presidente ainda persistiram as divergências, mas garantiu que as negociações vão continuar. "Ainda temos divergência, mas ficamos de conversar. O presidente fez a ressalva de que considera a CPMF fundamental ao equilíbrio das contas públicas", disse Aécio. Em seguida, afirmou que o caminho mais prudente para o próprio governo é a negociação. "A aprovação (da CPMF) não é um ato de vontade unilateral", disse. O governador acredita que, no momento em que a proposta tramitar no Senado, "será possível avançar para uma convergência", porque a maioria governista é mais frágil no Senado. A proposta do PSDB, comentou, é no sentido de forçar a redução da alíquota. O partido sustenta ter condições de pressionar o governo a ceder nessa votação para não correr o risco de ver a emenda constitucional rejeitada. Para aprovar CPMF o governo terá que reunir, no mínimo, 41 votos no Senado. Ao mesmo tempo que a oposição conta com dissidentes na base do PDT e PMDB, o Planalto trabalha para esvaziar a bancada dos Democratas, estimulando a migração de até sete senadores do DEM para um dos partidos da base.

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