Aécio defende governador independente da Presidência

O ex-governador de Minas Gerais e candidato ao Senado pelo PSDB, Aécio Neves, defendeu hoje a independência do governador do Estado em relação à Presidência da República. Aécio é o principal cabo eleitoral de seu sucessor, o também tucano Antônio Anastasia, candidato à reeleição. Seu principal adversário na disputa estadual é Hélio Costa (PMDB), que tem a candidatura ligada à de Dilma Rousseff, líder nas pesquisas eleitorais de intenção de voto à Presidência da República.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

10 de setembro de 2010 | 19h23

Aécio evitou citar a liderança da candidata petista na corrida presidencial, que tem no tucano José Serra o principal adversário, e ressaltou que "a eleição ainda não terminou". Mas salientou o crescimento de Anastasia nas pesquisas e a necessidade de o governador ser independente e ter "autoridade" perante o presidente.

"Os indicadores que temos são de crescimento do governador Anastasia. Muitas vezes os interesses (da União e dos Estados) são antagônicos. Então, o governador de Minas tem que ter essa independência, qualquer que seja o partido do presidente da República, como ocorreu no meu tempo", disse Aécio. O tucano exerceu seus dois mandatos como governador mineiro simultaneamente à administração de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência.

Induzido ao erro

O ex-governador também fez questão de ressaltar sua "amizade" com Lula e atribuiu à coordenação da campanha de Hélio Costa os ataques que o presidente fez ao governo estadual. Em comício realizado em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, ao lado de Dilma e Hélio Costa na quarta-feira, Lula acusou o governo mineiro de não investir na área social e de aplicar menos que o previsto em lei na saúde.

Para Aécio, os ataques foram "exageros" das eleições. "Nós estamos em um momento eleitoral. Claro que em cima do palanque existem alguns exageros. Acho que induziram o presidente a erros quando deram a ele números de investimentos na saúde diferentes dos nossos e diferentes dos do próprio governo federal", afirmou o tucano, referindo-se aos dados do Ministério da Saúde usados pela coligação em torno de Anastasia para rebater as declarações de Lula.

Distância

Apesar de ser o principal cabo eleitoral de seu sucessor, Aécio minimizou o efeito do envolvimento de Lula na eleição estadual. Após perder espaço nas pesquisas eleitorais, a coordenação de campanha de Hélio Costa teria acertado com o presidente mais duas visitas a Minas ainda este mês.

"Acho que o presidente Lula faz o que é natural, ele apoia o seu candidato. Mas há uma distância muito grande entre o apoio e a decisão do eleitor. Não é o apoio do presidente Lula, sequer o meu apoio, que vai decidir essas eleições", avaliou.

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