Aécio defende corte de gastos no Governo Federal

Se depender do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que tem funcionado como uma espécie de conselheiro dos novos administradores estaduais, a tecla do corte de gastos vai ser cada vez mais batida, pois é essencial para a retomada do crescimento do País. Segundo ele, o governo Lula gasta mal, e para conseguir alavancar o desenvolvimento, precisa ter coragem para dar uma enxugada nas despesas públicas. Na sexta-feira, Lula afirmou que o corte de gastos "é discurso já meio batido"."Não se governa sem equilibrar as contas. Efetivamente, o governo gasta muito e gasta mal. É preciso ter coragem para cortar gastos. Eu espero que ele possa tê-la", afirmou neste sábado, no Rio, onde assistiu ao jogo do Brasil no campeonato mundial de futebol de areia, na Praia de Copacabana. Depois de enfatizar que a redução das despesas é essencial para dar agilidade necessária ao crescimento, declarou achar insensata a quantidade de ministérios existentes hoje. "Muitos são apenas para marcar um posicionamento em relação a determinados temas".Aécio, que está elaborando uma agenda comum a todos os governadores para ser apresentada ao Congresso logo no início do ano, voltou a falar sobre a importância de o governo mudar a gestão das rodovias, transferindo as estradas federais para a administração estadual. Para isso, acrescentou, é necessário, porém, que os recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sejam, de fato, aplicados na melhoria e manutenção da malha. "Esses recursos estão sendo hoje contingenciados em grande parte, para compor o superávit primário. Apenas 29% são repassados para os Estados, dos quais, 25% são transferidos para os municípios", observou ele, que disse estar disposto a transformar Minas em um grande laboratório para se testar o modelo. "Temos a maior malha rodoviária do País. Não tenho dúvida de que teríamos muito a ganhar em preservação de vidas e, principalmente, em economia de recursos. Já levei essa proposta ao Lua por duas ou três vezes, mas até agora nada. Enquanto isso, as estradas estão em péssimo estado".

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