Aécio defende Alckmin ao falar sobre falta de água em SP

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, começou nesta segunda-feira a última semana de campanha fazendo uma visita ao Santuário Nossa Senhora da Piedade, na Serra da Piedade, em Caetés, interior de Minas Gerais, local onde ele começou e terminou todas as suas campanhas anteriores.

MARCELO PORTELA E PEDRO VENCESLAU, Estadão Conteúdo

20 de outubro de 2014 | 16h08

Em entrevista, o tucano reagiu à tentativa do PT de colar a crise hídrica em São Paulo ao aliado Geraldo Alckmin para desgastá-lo. O presidenciável defendeu o governador e, repetindo seu argumento, culpou a "maior estiagem dos últimos 80 anos" pela falta d''água. Por outro lado, acusou o governo federal de não fazer parcerias com o governo paulista para resolver a questão. "Vi a água sendo discutida em São Paulo (na campanha) e vimos o resultado. O Estado fez algo adequado, que foi bônus para quem economizar. Talvez tenha faltado uma parceria maior com o governo federal."

O candidato do PSDB também insinuou haver aparelhamento político na Agência Nacional de Águas (ANA), órgão do governo federal. "Quem sabe se a ANA tivesse servido para outros fins... Nós lembramos quais eram os critérios para ocupar seus cargos", disse Aécio. Sobre o debate de ontem na Rede Record, que teve menos ataques entre os rivais que os anteriores do SBT e Bandeirantes, o tucano disse que sua adversária "não é um inimigo a ser atacado a qualquer custo". E concluiu afirmando que prefere "esse tipo de debate".

Aécio chegou ao Santuário acompanhado do ex-governador Antonio Anastasia (PSDB), eleito senador, e do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), que fez sua primeira aparição na campanha do tucano. Aécio participou de uma missa na cripta São José, celebrada por dois padres. Um deles, o pró-reitor do santuário, Carlos Antônio, afirmou não ver na visita um ato de campanha, e sim um retorno "às origens". "Assim, como fez o saudoso Tancredo Neves, que sempre veio." Em seguida, o reitor do santuário, padre Fernando César, chamou o candidato para fazer a pausa do silêncio, momento em que o tucano ficou sozinho, ajoelhado, à frente do altar.

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