Aécio critica 'marketing' de Dilma na internet

Em tom de campanha eleitoral, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) criticou o governo federal nesta sexta-feira, 27, durante entrevista coletiva em Curitiba (PR), na abertura do encontro regional do PSDB no Sul. Acompanhado do governador Beto Richa e de outros líderes partidários, Aécio disse que a presidente Dilma precisa governar ao invés fazer "marketing".

JULIO CESAR LIMA, Agência Estado

27 de setembro de 2013 | 21h08

Questionado sobre os números da pesquisa Ibope que o apontam como terceiro colocado, atrás da presidente e de Marina Silva, ainda sem partido, Aécio alegou ser natural a presidente estar na frente por aparecer a todo o momento na imprensa.

"O dado que me parece relevante é de que 60 a 65% da população brasileira não quer votar na atual presidente da República, mesmo ela tendo uma exposição diária, na mídia, quase com uma lavagem cerebral, nós temos uma candidata a presidente "fulltime", marketing. O que eu percebo é um sentimento que divido com vários companheiros. O candidato que chegar no segundo turno será vitorioso, o ciclo do PT será encerrado"

Em relação aos novos partidos PROS e Solidariedade, Aécio afirmou que não houve nenhum tipo de entendimento com eles, ainda que o partido Solidariedade, comandado pelo ex- deputado federal tucano Fernando Francischini no Paraná, já converse com Beto Richa, candidato à reeleição no Estado. Ele lamentou o que está acontecendo com a Rede, de Marina, que ainda tenta o registro no TSE, e chamou o PT de "truculento", na relação partidária.

"Sempre fomos contra a portabilidade, fomos contra também à cláusula de barreiras, mas o governo federal estimulou a criação, a desidratação dos partidos de oposição e o que nós defendemos é que é preciso que haja a isonomia. A Rede, nós esperamos, possa alcançar os requisitos legais para que possa estar no jogo político. Acho que o País merece ter uma Marina Silva e um Eduardo Campos. O governo parece querer ganhar por WO por causa da truculência que usa, jamais vista no Brasil. A prioridade do PSDB é falar mais com a sociedade brasileira, é mais do que buscar alianças partidárias", disse.

Aécio também criticou o que ele considera a administração da pobreza pelo PT. "O Pnad/taxa de alfabetismo deixou de cair, a desigualdade estagnou. São dados extremamente preocupantes, um equívoco na interpretação do PT. O PT, ao meu ver, se satisfaz na administração da pobreza e se preocupa pouco na sua superação. Nós não somos contra o Bolsa-Família e no governo do PSDB o Bolsa Família não vai acabar. O Bolsa-Família para o PSDB é um começo, mas para o PT é o ponto final", disse.

Com relação ao mensalão em Minas Gerais, que já teve sua primeira condenação nesta semana, Aécio alegou "não conhecer muito e não ser a pessoa apropriada para comentar".

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