Aécio critica 'generalização' das denúncias de Jarbas

Segundo o governador de Minas Gerais, a generalização 'pode levar a algumas injustiças'

EDUARDO KATTAH, Agencia Estado

04 de março de 2009 | 15h38

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse nesta quarta-feira, 4, que respeita as afirmações do senador Jarbas Vasconcelos (PE) contra o PMDB, mas criticou a "generalização" das denúncias, que pode levar a injustiças. "Acho que apontar nomes, apontar fatos específicos seria um passo além da denúncia que atinge a todo um aglomerado partidário. Portanto, eu respeito as denúncias do senador Jarbas, mas em qualquer atividade, em especial na vida pública, a generalização, a meu ver, pode levar a algumas injustiças", afirmou.      Veja também: Jarbas atua em prol de Serra para 2010, diz QuérciaJarbas ataca PMDB e cobra auditoria no Real Grandeza Veja a íntegra do discurso de Jarbas Vasconcelos Entenda a polêmica do Real Grandeza, o Fundo de Furnas   Opine: Jarbas deve deixar o PMDB?  Veja as declarações polêmicas de Jarbas Depois de afirmar, em entrevista à revista Veja, que "boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção" e que "a maioria de seus quadros se move por manipulação de licitações e contratações dirigidas", Jarbas voltou a atacar ontem o próprio partido em discurso da tribuna do Senado. Ele cobrou uma auditoria oficial nos fundos de pensão e disse que "os acontecimentos" na Fundação Real Grandeza "são uma prova clara e inequívoca" das práticas que denunciou. "São afirmações que, obviamente, têm impacto. O senador Jarbas é um homem público extremamente respeitável. Eu apenas temo muito a generalização", reforçou o governador mineiro. Aécio visitou no final da manhã desta quarta-feira, 4, as obras da futura sede administrativa do governo, no bairro Serra Verde, em Belo Horizonte. Com projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, o complexo de edifícios abrigará toda a administração direta do Estado. De acordo com o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Oswaldo Borges da Costa Filho, a obra foi contratada por R$ 948 milhões, mas seu custo final, incluindo reajustes e obras complementares, deverá chegar a R$ 1,2 bilhão. Cerca de 50% da obra já foi executada e Aécio disse que em dezembro já passará a despachar da nova sede do governo. Todo empreendimento deverá estar concluído até o início de 2010.

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