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Aécio critica descompasso entre promessa e ação do PT

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), potencial candidato da sigla à sucessão presidencial do ano que vem, criticou neste domingo (14) o descompasso que, no seu entender, existe entre as promessas feitas pelo PT nas campanhas eleitorais e as ações adotadas pelo governo federal, comandado pela petista Dilma Rousseff. Ao participar hoje da convenção estadual dos tucanos em Santa Catarina, Aécio criticou ainda a atual estrutura do governo do PT, que conta com 39 ministérios e cerca de 22 mil cargos que não exigem concurso público.

ELIZABETH LOPES, Agência Estado

14 de julho de 2013 | 16h50

"O que vemos no Brasil hoje é um claro descompromisso entre o que se propõe para a população e aquilo que se executa quando é governo", disse o senador mineiro, reiterando que os tucanos têm a obrigação de apresentar à sociedade uma candidatura alternativa nas eleições do ano que vem. "Temos a obrigação de construir essas candidaturas em benefício da população, pois onde o PSDB governa, governa com resultado", frisou Aécio, destacando que seu partido não se curva ao corporativismo e não aparelha a máquina pública.

"É quase um tapa na cara da população brasileira termos 39 ministérios e 22 mil cargos comissionados, preenchidos exclusivamente pelo critério da filiação partidária. Vamos fazer diferente e melhor, porque o PSDB tem coragem de romper com estruturas falidas para iniciar um tempo novo no Brasil", afirmou o senador tucano, que já se prepara nas viagens que vem fazendo por várias cidades do País para o embate eleitoral do ano que vem.

Calamidade

Além das críticas ao que classifica de descompasso entre as promessas de campanha do PT e as ações do governo Dilma e à estrutura ministerial, Aécio Neves cobrou melhorias nos serviços públicos essenciais à população, como na área da saúde. "Onde está a resposta da presidente da República para a calamidade da saúde pública no Brasil? Há dez anos, o governo participava com 56% de tudo que se gastava com saúde no Brasil. Dez anos de governo do PT se passaram e hoje são apenas 45%", argumentou. O tucano criticou também o baixo nível de investimentos do governo federal nesses setores essenciais e citou outras áreas que precisam de mais atenção, como a da segurança pública.

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