Aécio critica adversárias e Dilma ressalta feitos

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, criticou suas principais adversárias, Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB), em suas considerações finais, no debate da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Já Marina reiterou que não apoia embates e Dilma frisou que quem ganhará as eleições é quem "mudou o Brasil".

STEFÂNIA AKEL, Estadão Conteúdo

17 de setembro de 2014 | 00h45

Aécio criticou o governo por dividir o Brasil entre "nós e eles". "Nós que se beneficiam do governo e eles que criticam o governo", disse. "O modelo que aí está fracassou e estou convencido de que não vencerá as eleições." O tucano também se referiu a Marina e lembrou que ela pertencia ao PT. "Temos outra candidata que aparece com boas intenções, mas não consegue superar suas enormes contradições", afirmou, acrescentando que as "pesquisas já mostram crescimento muito claro da nossa candidatura".

Na sequência, Marina reiterou que as eleições não precisam de embate, mas sim de debate. A ex-ministra voltou a dizer que seus adversários ainda não apresentaram seus programas de governo. "Quem vai ganhar as eleições é uma nova postura, principalmente do cidadão brasileiro, que identifica no nosso projeto uma mudança para melhorar o País", disse.

Dilma respondeu logo em seguida que quem vai ganhar as eleições é "quem mudou o Brasil, quem combateu a fome e a miséria neste País, quem reduziu a desigualdade social e quem combateu essa crise e defendeu o País sem deixar que houvesse desemprego e diminuição dos salários". Ela apontou que ainda há muito a ser feito para que o Brasil entre em um novo ciclo de crescimento.

O candidato do PSDC, José Maria Eymael, concluiu sua participação no evento ressaltando sua passagem pela Assembleia Nacional Constituinte, enquanto Eduardo Jorge (PV) disse que se portou com clareza e transparência, sem se esconder em nenhum momento. "O PV está disposto a construir o Brasil com quem quiser dialogar conosco", disse.

Luciana Genro (PSOL), por sua vez, lembrou das manifestações de junho de 2013 e destacou que é possível conquistar mais direitos, "desde que se tenha coragem de enfrentar interesses dos bancos e dos milionários". Pastor Everaldo (PSC) voltou a defender suas principais visões, como tem feito em todas as considerações finais. Já Levy Fidélix (PRTB) afirmou que, daqui quatro anos, continuará "faltando de tudo porque a nossa mesmice vai continuar" e disse que Jesus Cristo estava com os pobres, não com os fariseus.

Após o fim do debate, a presidente Dilma disse, em entrevista, que a desinformação é um grave pecado "porque é uma meia verdade". Já Aécio voltou a dizer que tem as melhores propostas para enfrentar os problemas do Brasil. "Cada vez eu me animo mais, está chegando o momento da onda da razão", disse. Marina repetiu, ao ser entrevistada, que seus principais adversários ainda não apresentaram seus programas de governo e os criticou por terem polarizado ataques. "Para a face da mentira, a verdade. Para a face do preconceito, que muitas vezes eu sofro, o respeito", disse, citando também o caso de corrupção na Petrobras.

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