Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Aécio contrata escritório de advocacia para combater 'quadrilhas virtuais'

Coordenador jurídico do PSDB promete 'ofensiva efetiva' contra ataques em redes sociais

Pedro Venceslau e Mateus Coutinho, O Estado de S. Paulo

14 de março de 2014 | 17h51

Preocupado com a disseminação de rumores envolvendo seu nome durante a campanha eleitoral, o pré-candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, contratou o escritório Opice Blum advogados associados para combater o que o partido chama de "quadrilhas virtuais".

Localizado em São Paulo, o escritório já está agindo de forma coordenada com o núcleo jurídico do partido, que é comandado pelo deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP). "O PSDB vai, a partir de agora, fazer uma ofensiva efetiva contra as quadrilhas virtuais", diz Sampaio. Segundo o deputado, esses grupos usam técnicas ilegais como robôs e fazendas de links para viralizar rumores contra o candidato tucano.

No diretório nacional do PSDB em Brasília, um grupo já trabalha monitorando as redes sociais e mapeando organizações e pessoas que divulgam supostas ofensas contra o pré-candidato tucano. "Aécio está usando o sagrado direito de defender-se de ações criminosas", diz Sampaio.

Derrota. Em fevereiro deste ano, Aécio sofreu nova derrota em uma ação na qual ele pedia para os sites de busca Google, Yahoo e Bing, da Microsoft, retirarem do ar links de páginas com referência a um suposto desvio R$ 4,3 bi da Saúde quando ele era governador de Minas Gerais.

Em dezembro do ano passado, o Tribunal de Justiça de São Paulo, onde está o processo, rejeitou o pedido liminar para retirar as notícias na internet. A defesa do tucano recorreu da decisão, mas teve o recurso negado em fevereiro deste ano.

Segundo o PSDB, a suposta calúnia contra o tucano foi reproduzida em mais de 20 mil links que aparecem somente na busca do Google, o que justificou a decisão do senador de entrar com ações contra os sites de busca. "Como entrar com ações contra sites anônimos criados, muitos deles, deliberadamente fora do Brasil para fugir à legislação?", afirma o partido em nota.

A juíza Ana Claudia Guimarães, que julgou o caso, afirmou que "a alegação de que são inúmeros os conteúdos localizados, por si só, não autoriza a drástica medida requerida, potencialmente violadora da garantia constitucional de liberdade de informação".

O presidente do PSDB ainda entrou com outro processo no TJ-SP, este correndo em segredo de Justiça, para que sejam retiradas do ar postagens em redes sociais que fazem referência ao suposto uso de entorpecentes por Aécio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.