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Aécio: condenado no PSDB não será tratado como herói

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse nesta segunda-feira que existe uma diferença enorme, quando o assunto é corrupção, entre seu partido e o PT, "que foi julgado, condenado e tem lideranças presas". Ele também defendeu que todas as denúncias sejam investigadas. "Se eventualmente alguém for condenado no PSDB, não será tratado como herói, como fez o PT", disse.

ELIZABETH LOPES, Estadão Conteúdo

11 de agosto de 2014 | 21h09

Questionado sobre Eduardo Azeredo, implicado no chamado mensalão mineiro, Aécio disse que é preciso aguardar primeiro o julgamento da Justiça. "Eu não pré julgo. Independentemente de qualquer partido político, quem fez coisas erradas deve ser julgado", afirmou. Sobre o aeródromo de Cláudio, o presidenciável tucano disse, na entrevista ao Jornal Nacional da Rede Globo, que a obra teve o objetivo de interligar, assim como outras obras, cidades importantes para o desenvolvimento regional. "Se teve alguém prejudicado, foi meu tio avô, que reivindica uma indenização maior pela desapropriação. Foi tudo feito de maneira transparente."

Aécio confirmou que usou a pista, mas não sabia que ela não estava homologada. "Visitei todos os aeroportos de Minas Gerais, trabalhando, como governador", frisou, ao ser questionado se não se sentia constrangido por usar essa pista de pouso construída em um terreno da família. "Essa fazenda está na minha família há 150 anos, é um sítio que minha família vai nas férias. Essa cidade precisava do aeroporto como outras de Minas Gerais. Criou-se uma celeuma em torno deste caso, a propriedade não tem nada a ver com a (construção) do aeroporto", afirmou.

Bolsa Família

O candidato do PSDB disse também que pretende continuar com o Bolsa Família, mas vai avançar ainda mais em áreas como saneamento e segurança. "Ninguém tem de ter vergonha de copiar e aprimorar o que vem dando certo no País", reiterou. Ao falar dos números de Minas Gerais, que tem cidades com IDH mais baixos do que os do Nordeste, como as do Vale do Jequitinhonha, o tucano disse que seu governo sanou muitas coisas e o Estado é hoje referência, por exemplo, em áreas como saúde e educação.

Indagado sobre os avanços na saúde estarem mais relacionados com investimentos do governo federal, o candidato refutou a alegação e disse que seu governo deu à saúde a prioridade necessária. "Quero governar o Brasil para iniciar um novo ciclo, com ética e eficiência. A coragem que teremos para fazer o que precisa ser feito permitirá ao Brasil voltar a crescer", disse, citando o nome de pessoas das comunidades de todo o País que esperam um Brasil melhor. E terminou a entrevista pedindo o apoio e o voto dos brasileiros "para mudar o País".

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