Aécio cobra investimentos federais para metrô de BH

Governador mineiro disse que espera a participação do BNDES no aporte de recursos

Eduardo Kattah, O Estado de S.Paulo,

11 de setembro de 2009 | 16h24

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), voltou a cobrar nesta sexta-feira (11) investimentos do governo federal para a expansão do metrô de Belo Horizonte e do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (MG). Aécio lembrou que a ampliação do terminal e do metrô são requisitos para a realização da Copa de 2014 no Brasil, que tem a capital mineira como uma das cidades-sede. O governador disse que espera que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) possa participar desse "esforço" para o aporte de recursos.

 

"É preciso que o governo federal se manifeste em relação à sua responsabilidade nesses investimentos. No ponto de vista da mobilidade urbana, aí nós incluímos a questão do metrô, os aeroportos são uma preocupação permanente do comitê central da Fifa", afirmou ao participar da cerimônia de entrega da Medalha do Mérito do Ministério Público, na Procuradoria Geral de Justiça do Estado.

 

Aécio disse que já apresentou ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, um projeto que prevê a ampliação da capacidade do atual terminal aeroportuário - de cinco milhões de passageiros/ano para sete milhões de passageiros/ano. O estudo feito pelo Estado em parceria com uma consultoria internacional contempla um projeto executivo para a construção de um segundo terminal, também com capacidade para sete milhões de passageiros/ano.

 

"Os dois (terminais) serão absolutamente necessários à Copa de 2014. Mas essa é uma responsabilidade do governo federal. E é preciso que o governo apresente esse cronograma. E acredito que o fará".

 

Na quarta-feira, o governador mineiro, pré-candidato tucano à Presidência em 2010, cobrou uma "ação mais consistente" do governo federal no Estado e acusou a Casa Civil de "descaso" em relação à proposta de uma Parceria Público-Privada (PPP) para a ampliação do metrô de Belo Horizonte. A reação da pasta chefiada pela ministra Dilma Rousseff - virtual candidata do PT ao Palácio do Planalto - foi imediata.

 

Em nota assinada pela secretária executiva Erenice Guerra, que assumiu interinamente, a Casa Civil contestou as declarações do tucano e apresentou uma série de números - afirmou, por exemplo, que Minas Gerais está sendo contemplada com investimentos que somam R$ 50,6 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

 

Ministra - Na noite de anteontem (10), Aécio amenizou o discurso e disse que não fez críticas à ministra Dilma, "que está acima dessas questões". "Repito que sempre tive com a ministra e sempre terei com ela uma relação de alto nível, com extremo respeito à sua conduta".

 

Afirmou também que apenas cumpriu seu papel de alertar para que não haja discriminação contra o Estado. Ele observou que já tratou privadamente das questões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas como os projetos não saem do papel decidiu cobrar publicamente. "O meu papel é alertar para que não haja discriminação e o presidente Lula foi justo, nunca discriminou Minas Gerais".

 

O governador, porém, rebateu o comunicado da Casa Civil. "A senhora que assina a nota, não sei se conhece Minas, mas mostra pelo menos um grande desconhecimento", disse, destacando que espera respostas do governo. "Não em notas, a meu ver, sem consistência, mas com os recursos necessários para que essas obras sejam terminadas".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.