ANDRE DUSEK | ESTADÃO
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Aécio chama de falsas acusações que baseiam inquérito no STF

Senador afirmou que 'é natural que seja feita a devida investigação'; tucano é suspeito de receber propina de ex-diretor da Furnas

Gustavo Aguiar, O Estado de S. Paulo

12 de maio de 2016 | 15h04
Atualizado 12 de maio de 2016 | 15h51

BRASÍLIA - O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), divulgou nesta quinta-feira, 12, nota em que volta a chamar de falsas que as acusações feitas contra ele pelo ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) em delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato. O depoimento do ex-petista é a base de um inquérito aberto nesta quarta-feira, 11, contra o tucano no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar seu envolvimento num esquema de corrupção em Furnas.  

"Quando uma delação é homologada pelo Supremo Tribunal Federal, como ocorreu com a delação do ex-senador Delcídio Amaral, é natural que seja feita a devida investigação sobre as declarações dadas. Trata-se de temas que já foram analisados e arquivados anteriormente", diz o comunicado. "O senador Aécio Neves tem convicção de que, como já ocorreu no passado, as investigações irão demonstrar a falsidade das citações feitas." 

O tucano é suspeito de receber propina do ex-diretor de Furnas, Dimas Toledo, em um esquema de desvio de recursos na estatal semelhante ao investigado pela Lava Jato. O caso já havia sido relatado nas delações do lobista Fernando Moura do doleiro Alberto Youssef.

Youssef afirmou que alguém do PSDB teria recebido R$ 4 milhões em propina da diretoria de Toledo. De acordo com o delator, quem tinha influência junto à diretoria da estatal seria Aécio, que teria recebido recursos por meio de uma de suas irmãs. Na ocasião, a citação foi arquivada. Agora, o ministro Gilmar Mendes determinou que o documento seja desarquivado e incluído nos autos do processo.

Nesta quarta-feira, ao determinar a instauração do inquérito, Gilmar determinou o cumprimento de diligências pela Polícia Federal, que deve ouvir Aécio e Toledo em m prazo de 90 dias.

Além deste procedimento, Aécio é alvo de um segundo pedido de investigação feito por Janot ao ministro Teori Zavascki no âmbito da Lava Jato para apurar se o tucano agiu para alterar dados bancários do Banco Rural que poderiam atingi-lo e a seus aliados no escândalo do mensalão.

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