Aécio admite que Orçamento pode ficar para fevereiro

O presidente da Câmara, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), disse nesta tarde, ao chegar a seu gabinete, que a extensão da convocação extraordinária do Congresso, até a semana que vem, para votação do projeto do Orçamento Geral da União para 2002, só deve ser feita se houver a garantia de quórum no período entre Natal e Ano Novo e, principalmente, se houver avanços nas negociações. Ele acredita, no entanto, que se não houver um acordo até o fim do dia de hoje, o mais provável é que a votação do Orçamento seja adiada para fevereiro. Ele disse, ainda, que o reajuste do salário mínimo para R$ 200,00, R$ 11,00 acima do proposto pelo governo, e o reajuste da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) em 17,5%, são vitórias da Câmara dos Deputados, e não de partidos governistas ou da oposição.Aécio rebateu algumas críticas, segundo as quais os partidos da base governista teriam tomado a bandeira do reajuste do salário mínimo sem negociar com a oposição, deixando os oposicionistas sem argumentos para facilitar a aprovação do Orçamento. "Não posso crer que se vá impedir a votação do Orçamento, interrompendo programas importantes de governo, por causa de uma questão de paternidade", afirmou. "Mas, se o problema é esse, eu digo que a paternidade do reajuste do salário mínimo é deles (da oposição)".

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