Aécio admite candidatura própria do PFL à sucessão

O presidente da Câmara, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), admitiu, em entrevista ao ?Jornal das Dez?, da Globo News, que o PFL poderá desfazer a aliança com os tucanos para a sucessão presidencial em 2002, lançando o nome da governadora maranhense Roseana Sarney. Ele deixou claro que o PSDB também terá seu candidato e que, caso não haja uma candidatura coligada para o primeiro turno, resta a possibilidade de um acerto para o segundo turno.Pretensão legítima"Eu acho que o PFL é hoje um partido nacional, tem um nome colocado com resultados expressivos nas pesquisas eleitorais e nós temos que começar a compreender que é legítimo isso", disse Aécio Neves. "Se o PFL for para o caminho de uma candidatura própria, e eu tenho uma amizade enorme com a governadora Roseana, acho que ela está fazendo um papel adequado, e eles (os pefelistas) estão sendo competentes no marketing que estão lançando. É legítimo. Se o PFL buscar esse caminho, quem sabe se, não pudermos nos encontrar no primeiro turno, nos encontramos no segundo turno."Esforço pela uniãoSegundo o presidente da Câmara, o esforço do PSDB é para manter uma aliança a mais ampla possível e o PFL tem um papel fundamental para preservá-la. Mas disse que, caso a coligação não prossiga, não será "o fim do mundo" para os tucanos."Se o PFL realmente achar que o adequado é esse caminho (o da candidatura própria), nós vamos buscar os caminhos que nos restam."O candidato tucanoPara Aécio Neves, o PSDB não deve fazer a sua agenda (para a sucessão de Fernando Henrique) em função dos outros partidos. "O PT tem aí um candidato colocado, há 12, 14 anos. Nós teremos o nosso candidato no momento adequado. E esse momento não chegou, ainda." Ele lembrou que o partido tem vários nomes para a disputa, mas que, por enquanto, a preocupação é aglutinar apoios internos em torno de um deles.

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