Aécio acha que Lula está aberto a negociar com governadores

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), acredita que o governo federal "está aberto" a discutir as reivindicações dos governadores em relação ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ao ser questionado especificamente sobre a proposta de repartição de recursos da CPMF para Estados e municípios, Aécio declarou que não há uma expectativa de que todas as questões serão atendidas em um primeiro momento, "mas estamos dispostos a encontrar uma cronologia para que os Estados possam ter o alívio fiscal necessário que lhes permitam participar do esforço de crescimento e do desenvolvimento", disse. Os governadores, segundo ele, não negarão apoio aos aspectos positivos do PAC, mas pretendem que as medidas apresentadas sejam discutidas como forma de garantir um alívio aos Estados. "É preciso que haja compreensão por parte do governo federal e tenho certeza que o presidente Lula tem essa compreensão de que o estado, boa parte deles, está em situação fiscal extremamente difícil, sem condições de cumprir sequer os seus compromissos básicos, emergenciais e, portanto, não estão podendo dar a contribuição que poderiam dar ao próprio programa do presidente Lula", disse. A expectativa, conforme Aécio é de que uma "palavra definitiva" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja dada aos governadores na reunião que foi marcada para o dia 6 de março em Brasília. "Quem sabe, no dia 6, nós possamos ter por parte do governo um posicionamento mais efetivo em relação a algumas dessas medidas. Essa é a expectativa do conjunto dos governadores de todos os partidos". Câmara Para o governador mineiro, as eleições para a presidência da Câmara dos Deputados não irão interferir nas negociações. Independente do resultado, porém, o governo federal terá na opinião de Aécio, que fazer um esforço para reaglutinar a sua base de sustentação no Congresso. "A grande maioria dos governadores que participaram dessa reunião é de partidos aliados do governo. Portanto, isso dá força a essas reivindicações, elas não podem ser uma bandeira da oposição. Elas são uma bandeira da federação". Aécio continua confiante de que o candidato do PSDB à presidência, Gustavo Fruet (PR) conseguirá chegar ao segundo turno, apesar de ter entrado tardiamente na disputa. Aécio minimizou o desconforto gerado por sua participação na reunião da última segunda-feira, que teria irritado o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). O acordo era que o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB) iria representar os Estados da região sudeste. "Ele (Serra) me ligou para agradecer minha participação e disse que todas as propostas lá levadas são as suas propostas. Até porque elas foram construídas em conjunto".

Agencia Estado,

31 Janeiro 2007 | 20h48

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