Advogados tentam libertar vereadores de Montes Claros

Em uma ação conjunta, os advogados dos 12 suspeitos de usar notas fiscais frias para justificar gastos nos gabinetes na Câmara Municipal de Montes Claros (MG) entraram, ainda nesta quinta-feira), com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), na capital mineira.A Polícia Federal (PF) prendeu, no início da manhã, oito dos 15 vereadores da cidade de Montes Claros, a 407 quilômetros de Belo Horizonte. Todos são acusados de usar notas fiscais falsas para receber verba de gabinete no valor de R$ 5 mil por mês. Além deles, outras quatro pessoas também foram detidas, na chamada operação Pombo Correio, iniciada há três meses. A polícia acredita que o esquema movimentou mais de R$ 150 mil. DefesaDe acordo com Farlei Menezes, advogado dos vereadores Marcos Nem (PL) e Aurindo Ribeiro (PTN), a prisão aconteceu de forma arbitrária, pois seus clientes contrataram os serviços descritos nas notas anteriormente à data apontada pela Polícia Federal (PF). "A polícia encontrou as supostas irregularidades em documentos com data posterior. Os serviços requeridos pelos meus clientes, antes desse período, não estão sob suspeita", afirma.Arquimedes Câmara, advogado do vereador Júnior Samambaia (PV), alega que houve um "erro administrativo". Segundo o advogado, não houve tentativa de enriquecimento ilícito. Segundo Eustáquio Cruzoé, advogado do suplente Rosemberg Medeiros (PFL), que ocupou uma vaga na Câmara no ano passado, como a Câmara já havia entregue a documentação, as prisões foram desnecessárias e aconteceram de forma arbitrária. "Não tinha necessidade de prender ninguém, já que toda a documentação estava nas mãos da polícia. Além disso, eles são primários", afirmou o advogado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.