Advogados pedem ao STF para Silvio Pereira não depor na CPI

Os advogados do ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, convocado a depor nesta quarta-feira na CPI dos Bingos, pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) medida liminar, em habeas-corpus, para que ele não seja obrigado a comparecer. Entre os motivos alegados pelos advogados estão as condições de saúde do ex-dirigente e o fato de a intimação ter ocorrido em período inferior a 48 horas antes do depoimento. No pedido, os advogados transcrevem um laudo médico segundo o qual Sílvio Pereira estaria passando por "estado de stress pós-traumático, depressão moderada/grave e distimia". Diz o laudo, emitido por médicos de Taubaté (SP) cujos nomes não são mencionados pelos advogados: "Constatamos que ele se encontrava, no dia 8, às 21 horas, absolutamente descompensado emocionalmente, com humor lábil (instável), propendendo para o pólo depressivo, com ideações de menos valia, bem como de auto-extermínio (suicídio)" . De acordo com o laudo, Silvio Pereira chorou "várias vezes" durante a entrevista, demonstrando "dificuldade relacionada à sua auto-imagem, com visível transtorno de adaptação à realidade como ela se lhe apresenta." Os médicos afirmam também, segundo a defesa do ex-secretário petista, que Silvo está com "grande dificuldade de manter a atenção e com desorientação" e que, em função da gravidade desses sintomas, sugeriram a sua internação e iniciaram administração de remédios. Ainda segundo os advogados, os médicos contra-indicaram quaisquer situações "que retroalimentem essa condição atual de stress." Em um requerimento "alternativo", os advogados de Silvio Pereira pedem que o Supremo Federal determine que, caso ele seja obrigado a comparecer à CPI, os parlamentares que a integram só sejam autorizados a lhe fazer perguntas sobre "o foco da investigação" da comissão - que são as denúncias de irregularidades envolvendo as redes de bingos do País e a Caixa Econômica Federal.

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