Advogados negam atuação de Arruda em tentativa de suborno

'Não há nenhuma vinculação do governador com qualquer tipo de proposição a essa gente', disse advogado

estadao.com.br,

05 Fevereiro 2010 | 19h12

Os advogados do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), negaram nesta sexta-feira, 5, seu envolvimento na tentativa de suborno ao jornalista Edson Sombra - testemunha do suposto esquema de arrecadação e pagamento de propina no governo local - e reforçaram a tese de uma armação.

 

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Segundo Sombra, Arruda estava à frente de uma operação para tentar suborná-lo. Pelo menos quatro emissários teriam sido usados pelo governador para tentar alterar o depoimento do jornalista sobre as denúncias feitas por ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa à Polícia Federal (PF).

 

"Não houve nenhuma atuação do governador ou de quem quer que seja da sua administração. Não há nenhuma vinculação do governador Arruda com qualquer tipo de proposição a essa gente", disse o advogado Nélio Machado.

 

Com a colaboração de Sombra, a PF prendeu em flagrante, na última quinta-feira, 6, Antonio Bento, quando ele tentava entregar R$ 200 mil ao jornalista. Bento trabalha em um jornal de propriedade de Sombra e integra o Conselho Fiscal do Metrô desde 2007. Bento seria o último emissário do governador para tentar subornar Sombra.

 

A defesa de Arruda negou que o bilhete enviado a Sombra por meio do deputado distrital Geraldo Naves (DEM-DF) fizesse parte da operação de suborno. "Não se trata de bilhete. É um papel rascunhado. É mania do governador Arruda falar e escrever", explicou o advogado José Gerardo Grossi.

 

"Este papel está sendo usado ardilosamente", acrescentou Machado, contradizendo Naves, que admitiu ter sido o emissário de Arruda para que o bilhete chegasse às mãos de Sombra.

 

Machado informou que uma petição foi encaminhada ao ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Fernando Gonçalves, relator do inquérito da Operação da Caixa de Pandora da PF, em que Arruda "manifesta irrestrita confiança no Judiciário". "A farsa e o engodo não vão prevalecer", afirmou Machado.

 

Ele levantou suspeitas sobre o trabalho da PF e lamentou a posição adotada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que avalia uma medida judicial para pedir o afastamento do governador do DF se ficar comprovado seu envolvimento com a tentativa de suborno de Sombra.

 

Com informações da Agência Brasil

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