Advogados e religiosos preparam manifesto pró-Dilma

Artistas e intelectuais defendem 'construção de um País capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos'

Luciana Nunes Leal, Agência Estado

18 de outubro de 2010 | 17h01

Além do manifesto de artistas e intelectuais, a petista Dilma Rousseff receberá na noite de hoje, no Teatro Casa Grande, zona sul do Rio de Janeiro, outros dois documentos de apoio à sua candidatura à Presidência da Republica: um organizado por advogados e outro por religiosos. O encontro está marcado para as 20h30. O "Manifesto de Artistas e Intelectuais Pró-Dilma", assinado pelo cantor e compositor Chico Buarque, pelo escritor Fernando Morais, pelo sociólogo Emir Sader e pelo jornalista Eric Nepomuceno, entre outros, defende o voto em Dilma como forma de "garantir os avanços alcançados".

 

"É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana", diz a nota. Os artistas e intelectuais, alguns deles eleitores de Marina Silva (PV) no primeiro turno, defendem a "construção de um País capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza". "Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado", diz o manifesto.

 

Intitulado "Se nos calarmos, até as pedras gritarão", o manifesto de líderes e militantes cristãos tem como primeiros signatários o presidente honorário da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dom Thomas Balduino, e o bispo emérito de São Félix do Araguaia (MT), Dom Pedro Casaldáliga, mas é assinado também por representantes de várias igrejas evangélicas. Além de anunciar o voto em Dilma, eles fazem críticas ao candidato do PSDB, José Serra, e denunciam "posturas autoritárias e mentirosas" contra Dilma, com a divulgação da notícia de que a petista defende a legalização do aborto e o casamento gay.

 

"Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura", dizem os religiosos. "Uma vitória de Serra, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos socioculturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira", dizem os aliados da petista. "Não nos interessa se determinado candidato/a é religioso ou não. Como Jesus, cremos que o importante não é tanto dizer `Senhor, Senhor'', mas realizar o projeto de Deus, ou seja, o projeto divino", diz o manifesto dos cristãos.

 

O ex-ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos e o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Cezar Britto estão entre os que assinam o documento "Profissionais do Direito com Dilma". Os advogados defendem as ações do governo Lula pelo "respeito pelas instituições do Estado Democrático de Direito", elogiam a autonomia da Polícia Federal e afirmam que "o governo Lula não praticou um ato sequer de violação da liberdade de imprensa". O texto destaca a ainda a redução da pobreza, o ganho real do salário mínimo e "criação de mais 15 milhões de empregos" no governo do presidente Lula.

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