Advogados dizem que cantora foi estuprada na PF

Os advogados da cantora mexicana Glória de Los Angeles Trevi revelaram ao ministro Néri da Silveira, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ela engravidou em decorrência de estupro, cometido na carceragem da Polícia Federal em Brasília. Eles pediram ao STF que autorizasse a prisão domiciliar da artista, mas o ministro negou a solicitação. "A extraditanda (Glória) já cumpriu quase dois anos de prisão, em regime absolutamente fechado, e no indesejável convívio de presos perigosos e condenados, a ponto de cometerem estupro carcerário com a extraditanda, a qual encontra-se grávida", afirmaram os advogados.No pedido, de 26 páginas, a defesa conta que Glória está no sétimo mês de gravidez e que precisa de cuidadoso médicos. Por estar no final da gestação, os advogados queriam que ela ficasse hospedada na casa de sua secretária particular, Silvia Beeg, localizada na cidade-satélite de Sobradinho.A defesa de Glória Trevi também pediu que o STF julgue extinto o processo de extradição da cantora. Com isso, ela ganharia definitivamente a liberdade. Os advogados consideram que o pedido de extradição não poderia ser aceito porque foi feito pela embaixadora do México em Brasília, que, segundo eles, não teria legitimidade para tanto. "Somente tem poderes para requerer extradição o procurador-geral da República dos Estados Unidos Mexicanos", sustentam.Mas o ministro Néri da Silveira não concedeu a prisão domiciliar porque entendeu que é necessário aguardar a decisão do Ministério da Justiça sobre o pedido de refúgio feito pela cantora. Além disso, o ministro lembrou que o plenário do STF está analisando um pedido para que a artista fique em prisão domiciliar.Presa atualmente na Penitenciária da Papuda, Glória Trevi teve uma derrota em dezembro do ano passado no Supremo, quando os ministros aceitaram o pedido de extradição da cantora para o México, onde é acusada de corrupção de menores e estupro.

Agencia Estado,

21 de novembro de 2001 | 18h00

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