Advogados de promotora do DF deixam defesa de acusada

Pedro Paulo de Medeiros e Luís Alexandre Rossi alegaram descumprimento de cláusulas contratuais por parte de Deborah Guerner, suspeita de envolvimento no mensalão do DEM

Marcela Gonsalves, da Agência Estado

05 de maio de 2011 | 16h08

Os advogados da promotora de Justiça Deborah Guerner, suspeita de envolvimento no mensalão do DEM, deixaram o caso na última sexta-feira, 29 de abril. Segundo Pedro Paulo de Medeiros, um dos advogados, a renúncia foi feita logo depois de obterem a liberdade de Débora na quinta-feira, 28.

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Medeiros afirmou que tanto ele quanto Luís Alexandre Rossi, o outro advogado de defesa, já planejavam deixar o caso antes da prisão da promotora e de seu marido, Jorge Guerner. A justificativa apresentada para a desistência foi o descumprimento de cláusulas contratuais por parte dos clientes, mas Medeiros não revelou detalhes.

Os advogados pertencem ao mesmo escritório, sediado em Brasília. Por dever legal, devem cuidar do caso por até dez dias após o pedido de renúncia. Nesse período, eles elaborarão defesa relativa à terceira denúncia apresentada contra Débora, por fraude processual. Ao fim desse prazo, o casal deverá designar um novo advogado. Caso não o faça, serão defendidos por advogados da Defensoria Pública.

Além da suspeita de envolvimento no esquema de corrupção do Distrito Federal conhecido como "mensalão do DEM", imagens revelaram que a promotora Deborah Guerner teve a ajuda de um psiquiatra para simular um distúrbio mental e atrapalhar as investigações.

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