MÁRCIO FERNANDES|ESTADÃO
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Advogados de Lula dizem ser 'natural' que caseiro de sítio tenha contato de seu escritório

Roberto Teixeira e Cristiano Zanin divulgaram nota na qual afirmam que funcionário possuía seu número de telefone corporativo; segundo O Globo, ele forneceu celular de Zanin à Polícia Ambiental de São Paulo como contato do proprietário do imóvel

O ESTADO DE S.PAULO

18 Fevereiro 2016 | 19h39

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, divulgaram nota, nesta quinta-feira, 18, na qual afirmam ser "natural" que o caseiro do sítio em Atibaia frequentado pelo petista tenha um telefone de contato do escritório Teixeira, Martins & Advogados. De acordo com reportagem do jornal O Globo, Elcio Pereira Vieira, conhecido como Maradona, forneceu o número de celular de Zanin à Polícia Ambiental de São Paulo, que fiscalizou o local nessa quarta-feira, como contato do proprietário do imóvel.

Para os advogados, "nada mais natural que o caseiro disponha de um número de contato do escritório, especialmente considerando a pressão diária da mídia sobre seus então clientes". Teixeira e Zanin, além de atenderem Lula, prestam assessoria jurídica aos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna, proprietários do sítio. De acordo com a nota, "o número celular supostamente indicado aos agentes não é privado do referido sócio, mas, sim, de uso do escritório Teixeira, Martins & Advogados, tratando-se de linha corporativa".

"Igualmente na condição de advogados do sr Lula da Silva, não haveria qualquer óbice de constar um número de celular do Teixeira, Martins & Advogados na portaria do mencionado sítio, pois o ex-Presidente também já reconheceu frequentar o local em dias de descanso", diz ainda a nota.  "O fato de haver a indicação de um número vinculado a um escritório de advocacia não tem o condão de transferir a propriedade de um imóvel a quem não é dono."

De acordo com a reportagem, acompanhados de Maradona, policiais militares inspecionaram a área no sítio em que foi construído um anexo com quatro suítes no final de 2010 e o lago, que passou por reforma nos anos seguintes. O pelotão de Atibaia que fez a fiscalização informou que foi ao local “para verificar uma suspeita de desmatamento indicada pelo monitoramento de imagens aéreas realizado rotineiramente”. Nenhuma atuação foi registrada pela Polícia Ambiental, no entanto, porque, segundo a Secretaria de Segurança Pública informou ao jornal, é preciso, antes, localizar os donos.

A Operação Lava-Jato e o Ministério Público de São Paulo investigam se obras executadas no local foram feitas por empreiteiras envolvidas no escândalo da Petrobrás como um agrado a Lula.

O Estado esteve no sítio em Atibaia nesta quinta-feira, mas não conseguiu contato com Elcio Pereira Vieira.

 

 

 

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