Advogados de Carlinhos Cachoeira querem adiar seu depoimento à CPI

Defesa sustenta que, antes de falar, Cachoeira precisa ter acesso aos documentos do inquérito

Agência Estado,

11 de maio de 2012 | 21h14

BRASÍLIA - Os advogados do bicheiro Carlos Augusto Ramos querem que o Supremo Tribunal Federal (STF) determine o adiamento do depoimento de Carlinhos Cachoeira à CPI, marcado para o próximo dia 15. Em um pedido de habeas corpus protocolado nesta sexta-feira no STF, a defesa sustenta que antes de falar Cachoeira precisa ter acesso aos documentos que estão em poder da CPI. Uma solicitação semelhante foi rejeitada pelo presidente da comissão, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).

O pedido de liminar deverá ser analisado nos próximos dias pelo ministro do STF Celso de Mello. Os advogados argumentam que Cachoeira será ouvido pela CPI na condição de investigado e que, portanto, precisa conhecer previamente as provas que poderão servir de parâmetro para indagações dos parlamentares. Segundo a defesa, o empresário está "impedido de conhecer com inteireza o que pesa contra ele".

"Caso decida silenciar, perderá valiosa oportunidade não só de desconstruir as suspeitas que pesam sobre seus ombros, mas também de esclarecer fatos que tanto rumor tem causado", alegam os advogados. "De toda sorte, para decidir se fala ou se cala, ele precisa antes saber o que há a seu respeito", acrescentaram.

Para basear o pedido de habeas corpus, a defesa citou várias decisões anteriores do STF autorizando que convocados por CPIs não comparecessem a depoimentos. Os advogados querem que o STF determine à CPI que permita a consulta e a cópia do material relativo às operações Vegas e Monte Carlo.

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