Advogados criticam abertura de ação contra Medina

Ele é acusado de corrupção passiva e prevaricação; STF decidiu abriu ação penal contra Medina

AE, Agencia Estado

28 de novembro de 2008 | 08h57

Advogados dos suspeitos de participar da máfia dos caça-níqueis apontam "retrocesso" na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que abriu inédita ação penal contra o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina. Ele é acusado de corrupção passiva e prevaricação. Cezar Bitencourt, advogado de Virgílio Medina, irmão de Paulo Medina, afirmou que está "inconformado" com a decisão do Supremo de levar adiante uma investigação "repleta de falhas". "Todos eles sabem que o ministro será absolvido, porque não há provas, e não há prova a produzir." Seu cliente é acusado de corrupção passiva. Já Cleber Lopes, defensor do juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª. região, Ernesto Dória, classificou a decisão do Supremo como "um exemplo de lugar comum" ao abrir o inquérito "para que não houvesse questionamento da sociedade". Segundo Lopes, Dória, que responderá por formação de quadrilha, "está tranqüilo". Os advogados de José Eduardo Carreira Alvim, ex-vice-presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª. Região, e do procurador regional da República João Sérgio Pereira não responderam às ligações da reportagem.

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