Advogado quer anular prisão preventiva de traficante

O advogado Wanderley de Medeiros encaminhou na segunda-feira uma reclamação ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação de todos os atos praticados pela Justiça de Goiás desde que foram detectadas suspeitas de participação de deputados e magistrados no suposto esquema de venda de habeas-corpus a traficantes.Medeiros é advogado de Leonardo Dias Mendonça, o Léo, que está preso por determinação da Justiça goiana. O advogado acredita que o STF poderá anular a prisão preventiva de seu cliente porque, quando ela foi decretada, já se sabia que seria necessário investigar membros do Judiciário e do Legislativo. Pela Constituição Federal, essas autoridades têm o direito de serem investigadas penalmente perante o STF. Essa prerrogativa é denominada foro privilegiado.Conforme a tese defendida pelo advogado, ao detectar suspeitas contra parlamentares e magistrados, o juiz de Goiás deveria ter enviado imediatamente o caso ao STF. "Quero anular os atos que foram praticados a partir do momento em que surgiram os nomes dos desembargadores, do ministro e do deputado", explicou. "Num dos despachos (do juiz de Goiás) já há ordem expressa para que fossem investigadas figuras do Judiciário e do Legislativo", acrescentou. A reclamação de Medeiros será examinada pelo ministro do STF, Sydney Sanches, que já é o relator do inquérito da Polícia Federal sobre o caso. O tráfico e suas conexões

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.