Advogado pede novo julgamento para morte de Galdino

O advogado de um dos quatro jovens que mataram o índio pataxó Galdino Jesus dos Santos recorreu ao Tribunal do Justiça (TJ) do Distrito Federal, contra a decisão que condenou Max Rogério Alves e três amigos a 14 anos de prisão por homicídio qualificado. Padrasto de Max, o advogado Walter Medeiros pediu a revisão da pena, a anulação da sentença e a realização de um novo júri. Os outros três condenados - Antônio Novély Vilanova e os primos Tomás e Eron de Oliveira - têm até amanhã para encaminhar recursos ao TJ.Segundo o tribunal, o recurso de Max deverá ser apreciado ainda nesta semana pela juíza Sandra de Santis, que presidiu o julgamento dos quatro jovens. Depois disso, ele será distribuído a uma das duas turmas criminais do TJ para julgamento.O recurso do padrasto de Max chegou na terça-feira ao TJ, três dias depois do veredicto dos jurados, considerando que os quatro garotos cometeram homicídio qualificado ao queimar Galdino em uma das principais avenidas de Brasília. O índio morreu 24 horas após o crime, em conseqüência de queimaduras em 95% do corpo (85% de terceiro grau e 10% de segundo).O crime chocou a população de Brasília, principalmente porque foi praticado por jovens de classe média e sem antecedentes criminais. Além disso, dois dos condenados têm parentes ligados ao Judiciário: Max é enteado de seu advogado, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Walter Medeiros, e Antônio é filho do juiz federal Novély Vilanova.

Agencia Estado,

14 de novembro de 2001 | 19h30

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