Advogado do MST tentam revogar prisão de líder do Pontal

Advogados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) vão tentar revogar ainda hoje, no Tribunal de Alçada Criminal (Tacrim) de São Paulo, a prisão do coordenador do MST no Pontal do Paranapanema, Sérgio Pantaleão. Os advogados argumentam que a decisão do juiz Atis Arújo de Oliveira, que decretou a prisão preventiva de Pantaleão quando ele era interrogado na tarde de ontem, no Fórum de Teodoro Sampaio, foi arbitrária e passou por cima de sentença que já havia sido pronunciada pelo próprio Tacrim. A prisão preventiva de Pantaleão, que responde a processo por furto qualificado ocorrido durante invasões de fazendas pelos sem-terra, havia sido decretada pelo juiz Oliveira, mas fora revogada pelo Tacrim.Pantaleão estava convocado para depor, no final do ano passado, mas não compareceu. Os advogados de Pantaleão argumentaram que ele não fora intimado, pois o oficial de justiça o procurara em um acampamento no qual ele não residia mais. No início de janeiro, os juizes do Tacrim aceitaram os argumentos dos defensores de Pantaleão e revogaram a prisão."Ao decretar a prisão ontem, argumentando que Pantaleão mentiu para o Tacrim, o juiz agiu de forma arbitrária e passou por cima de decisão já tomada por instância superior", afirmou hoje a assessoria do MST em São Paulo.No mesmo processo, estão indiciados mais cinco líderes do MST na região: José Rainha Júnior, Valmir Rodrigues Chaves, Márcio Barreto, Felinto Procópio e Walter Gonçalves da Silva.

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