Fabio Motta|Estadão
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Advogado diz que vai discutir com Eike a estratégia de defesa

Segundo Fernando Martins, prioridade é preservar a integridade física do empresário, que ficará detido no presídio Ary Franco, no Rio

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2017 | 11h54

RIO - O advogado de Eike Batista, Fernando Martins, disse nesta segunda-feira, 30, que discutiria com agentes da polícia e do Ministério Público Federal sobre quando o empresário deve prestar depoimento. Martins disse que conversaria com seu cliente e tomaria ciência da situação de Eike para decidir estratégia de defesa. O empresário foi detido pela Polícia federal nesta segunda, ao chegar de voo vindo de Nova York. 

"Estamos tomando as medidas jurídicas cabíveis no sentido de preservar a integridade física dele. A prioridade é preservar a integridade física dele. Não por se tratar do Ary Franco, mas de qualquer instituição", declarou Martins.

O empresário Eike Batista chegou no fim da manhã desta segunda-feira ao Presídio Ary Franco, em Água Santa, zona norte do Rio. O ex-bilionário desembarcou no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, pouco antes das 10h, vindo de Nova York. Ele foi levado até a sede do Instituto Médico Legal, no centro da capital fluminense, para exame de corpo de delito, e deixou o local com escolta policial já em direção ao presídio.

Na chegada ao Ary Franco, dezenas de parentes de detentos que esperavam na fila para a visita gritavam para o empresário, chamando Eike de ladrão. O empresário não tem o ensino superior completo, por isso pode ficar em um presídio comum.

Chegada. O avião que trouxe o ex-bilionário de volta ao Brasil tocou o solo brasileiro às 9h54 desta segunda-feira. Ele embarcou na noite deste domingo no voo 973 da American Airlines, no aeroporto JFK, em Nova York. O empresário foi escoltado e colocado num veículo oficial por policiais federais logo que desembarcou na pista do aeroporto. Quando desembarcou, Eike não estava algemado, carregava apenas uma mala de mão. 

O empresário estava foragido desde quinta-feira, 26, quando a Polícia Federal tentou cumprir um mandado de prisão preventiva contra ele, como parte da Operação Eficiência, que investiga um esquema de corrupção montado pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral. O empresário é investigado por um suposto repasse de US$ 16,5 milhões em propina a Cabral.

O ex-bilionário deixou o Brasil dois dias antes da operação da PF, no dia 24. A prisão dele estava decretada pela Justiça do Rio desde 13 de janeiro.

O advogado Fernando Martins disse no domingo ao Broadcast que a estratégia de defesa do empresário ainda estava indefinida, inclusive um pedido de habeas corpus ou uma possível delação premiada.

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