Advogado de Valério entra com pedido de habeas corpus

Empresário é acusado de falsificar documentos e criação de fazendas 'fantasmas'

Marcelo Portela, da Agência Estado,

05 de dezembro de 2011 | 18h07

Os advogados do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza e de seus ex-sócios na agência de publicidade DNA Propaganda, Ramon Hollerbach Cardoso, Francisco Castilho e Margareth Queiroz de Freitas, entraram hoje com pedidos de habeas corpus para os quatro no Tribunal de Justiça da Bahia. Acusado de ser o pivô do esquema do mensalão, Valério foi preso na sexta-feira, 2, junto com os ex-sócios e mais 11 pessoas, acusado de envolvimento em um esquema de fraudes com documentos de imóveis para a legalização de terras griladas e criação de fazendas "fantasmas" usadas como garantia para empréstimos e renegociações de dívidas.

Segundo o advogado de Valério, Marcelo Leonardo, não há previsão para que os desembargadores baianos analisem os pedidos de habeas corpus, mas ele afirmou que, mesmo que eles sejam libertados, o empresário não vai participar da audiência marcada para amanhã na 9ª Vara Criminal do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte. É lá que tramita o processo do esquema que ficou conhecido como mensalão mineiro, que, segundo o Ministério Público, foi responsável pelo desvio de R$ 3,5 milhões de estatais mineiras para financiar a campanha à reeleição do então governador e atual deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB).

Valério é réu no processo junto com o ex-ministro do Turismo Walfrido dos Mares Guia e mais sete pessoas. Azeredo e seu candidato a vice, atual senador Clésio Andrade (sem partido), também são acusados, mas o processo foi desmembrado e a parte relativa a eles enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) por causa do foro privilegiado dos réus.

Também são acusados no processo Ramon Hollerbach; o ex-tesoureiro da campanha de Azeredo e ex-secretário Estadual de Administração, Cláudio Mourão; o ex-secretário de Comunicação do governo Azeredo, Eduardo Guedes; o também ex-sócio de Valério e Hollerbach nas agências DNA e SMPB, Cristiano de Melo Paz; o ex-diretor da Copasa Fernando Moreira Soares; os ex-diretores da Companhia Mineradora (Comig) - atual Codemig - Lauro Wilson de Lima Filho e Renato Caporali Cordeiro; e o ex-presidente do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) José Afonso Bicalho. A princípio, a audiência de amanhã seria para ouvir as testemunhas de defesa dos réus, mas o MP também pretendeu ouvir os depoimentos de Paulo Cury e Lídia Maria Alonso Lima, arrolados como testemunhas de acusação.

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