Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Advogado de Temer se diz 'confiante' e de Dilma tenta ampliar prazo de defesa

Julgamento de ação que pede a cassação da chapa eleita em 2014 começou na manhã desta terça-feira

Beatriz Bulla, Rafael Moraes Moura e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2017 | 09h46

Brasília - Pouco antes do início do julgamento da que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel, o advogado do peemedebista Gustavo Guedes afirmou estar "confiante". A declaraçõ foi dada na  entrada do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O Planalto conta com um pedido de vista para adiar a análise do processo. Ontem, a defesa de Temer entregou aos ministros pareceres nos quais indica, entre outras coisas, a invalidade dos depoimentos de executivos da Odebrecht. Se o julgamento for suspenso hoje, a expectativa é de que seja retomado apenas na última semana do mês.

Flávio Caetano, advogado da ex-presidente Dilma Rousseff, conta com a ampliação do prazo para apresentar alegações finais. Logo no início do julgamento, ele levantou uma questão de ordem sobre o tema. O prazo dado pelo relator, ministro Herman Benjamin, foi de dois dias, mas a defesa da petista pede cinco dias de prazo. Segundo Caetano, na "reta final houve um atropelo". "O direito de defesa não foi respeitado", afirmou o advogado.

A pressa do ministro Herman Benjamin, que é relator do processo, em liberar para julgamento a ação incomodou integrantes do (TSE), segundo apurou o Estado. Pelo menos dois ministros criticaram reservadamente o prazo de 48 horas fixado por Herman Benjamin para que o PSDB - responsável por mover a ação contra a chapa - e as defesas de Dilma e Temer apresentassem suas alegações finais. "O ideal seria cinco dias. A decisão dele não atendeu aos critérios da razoabilidade", afirmou um ministro sob a condição de anonimato.

Caetano disse que a ex-presidente Dilma deve acompanhar o julgamento e que está “tranquila” e “confiante”. “(Dilma) sempre achou que esse processo não tinha razão de ser. Continua confiando na justiça e que os seus 54 milhões e 500 mil votos, que foram legítimos, sejam mais uma vez reconhecidos como válidos", afirmou.

O advogado da petista disse que não é possível separar a prestação de contas, como pede a defesa de Temer. "A prestação de contas é única, é assinada por Dilma Rousseff, Michel Temer e Edinho Silva e toda a campanha foi feita pelos dois. A chapa é indivisível".

O advogado do PSDB, acusação no processo, José Eduardo Alckmin, defendeu que a Corte encontre uma "solução segura" dentro do "tempo mais curto para o possível". Sobre os depoimentos da Odebrecht, Alckmin disse que eles receberam destaque por parte do Ministério Público e evitou avaliar qual seria o prejuízo para o processo com a possível invalidação das revelações feitas pelos executivos. "Claro que os depoimentos da Odebrecht contaram. Mas há outras provas também", disse Alckmin.

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