Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Advogado de Temer diz que maratona acabou e sai 'extremamente satisfeito'

Gustavo Guedes comemora absolvição e diz que caso não deve ir ao STF

Beatriz Bulla, Thiago Faria, Isadora Peron, Eduardo Rodrigues e Breno Pires, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2017 | 22h15

Responsável pela defesa do presidente Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral, o advogado Gustavo Guedes comemorou o desfecho do processo que livrou o peemedebista da cassação, nesta sexta-feira, 9. “A defesa sai extremamente satisfeita com o resultado do julgamento", disse, após o resultado. Segundo o advogado, agora “a maratona acabou”.

O advogado diz não ver matéria constitucional para levar o caso até o Supremo Tribunal Federal (STF).  Ele não descarta a possibilidade de que o Ministério Público apresente um recurso contra decisão do TSE, mas considera baixas as possibilidades de que um questionamento prospere.

Questionado se esperava que o MP recorresse ao Supremo para reverter a decisão do TSE, respondeu: "Pelo que vi hoje, espero qualquer coisa". Ele criticou o pedido do vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, para que o ministro Admar Gonzaga fosse declarado impedido no processo. "Respeito o procurador Nicolao Dino, mas ele atuou como a gente vem denunciando há algum tempo, com uma atuação política do MP. Considero que não houve a lealdade com a corte. Respeito o Dino, mas achei inadequado", afirmou. 

Para ele, o TSE reconheceu a tese jurídica pela qual a defesa do presidente mais batalhou. “É uma causa do presidente da República. Você não tem que dar menos direito ao presidente”, disse Guedes, sugerindo que é necessário ter cuidado maior nas causas que envolvem o presidente da República.

Guedes evitou comentar sobre o inquérito que investiga Temer com base na delação do empresário Joesley Batista, da JBS. "Eu sequer vi as perguntas (da PF a Temer). Pedi ao presidente para focar aqui. Não estou atualizado”, disse o advogado.

PSDB. O advogado do PSDB, José Eduardo Alckmin, disse que eventual recurso contra o julgamento do TSE por parte dos tucanos depende da direção do partido. Nos bastidores, interlocutores do PSDB consideram que a sigla não irá recorrer da decisão do Tribunal.

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