Advogado de Sarney vai pedir ao STF para ter acesso ao pedido de prisão

Para Antônio Carlos de Almeida Castro manter as medidas cautelares em sigilo tem como objetivo não avisar as pessoas sobre eventual prisão, o que, segundo ele, já não faria mais sentido, uma vez que os pedidos foram divulgados

Isadora Peron e Gustavo Aguiar, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2016 | 15h40

BRASÍLIA - O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, disse que vai entrar nesta quarta-feira, 8, com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso ao pedido de prisão contra o ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP). Ele chegou ao STF na tarde desta quarta e disse que pretende conversar sobre o assunto com o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato na Corte.

Para o advogado, que também defende o senador Romero Jucá (PMDB-RR) no caso, manter as medidas cautelares em sigilo tem como objetivo não avisar as pessoas sobre uma eventual prisão, o que agora já não faria mais sentido, uma vez que os pedidos foram divulgados pela imprensa.

Kakay também afirmou não ver motivo para a prisão dos peemedebistas apenas com base nas gravações pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

“Já que vazou, eu vou pedir do inquérito, da delação, das gravações e ver se eu consigo cópia da cautelar. Eu não consigo crer que sejam só essas gravações o motivo de prisão”, disse.

Nessa terça-feira, 7, veio a público a informação de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia enviado a Teori um pedido de prisão contra Sarney, Jucá e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por tentativa de obstruir as investigações da Lava Jato.

Janot também pediu a prisão do presidente da Câmara afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por entender que ele continua interferindo no trabalho da Justiça e do Conselho de Ética da Casa, que analisa o seu pedido de cassação. 

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