Advogado de Palocci diz que reportagem é 'uma temeridade'

Batochio afirma que não se poder atribuir ao inquilino responsabilidades que deveriam ser cobradas da administradora responsável pela locação do imóvel

Rosa Costa,

04 de junho de 2011 | 12h35

O advogado José Roberto Batochio, que defende Antonio Palocci, afirmou que a notícia da revista Veja sobre o apartamento alugado pelo ministro, em São Paulo, é "uma temeridade" e "um despropósito", por atribuir ao inquilino responsabilidades que deveriam ser cobradas da administradora responsável pela locação do imóvel.

 

Batochio comparou a situação de seu cliente à de um consumidor em relação ao dono do armazém onde ele faz suas compras. "Você não pode ser responsável pelos antecedentes do dono da mercearia onde adquire seus produtos de necessidade básica", afirmou. "Eu acho essa matéria um despropósito. Com todo respeito ao autor da matéria, não tem o menor sentido."

 

O advogado reconheceu, entretanto, que a situação poderia ser esclarecida pelo aprofundamento das apurações sobre a ligação dos laranjas Dayvini Costa Nunes e Felipe Garcia dos Santos com a imobiliária que aluga o imóvel. Mas lembra que essa iniciativa não pode ser atribuída a Palocci. "Se bem que isso não é um problema que diz respeito ao ministro, diz respeito aos proprietários", observa.

 

"Para alugar um imóvel, procura-se uma imobiliária, uma administradora de bens e lá tem uma série de imóveis. Imóvel A, B e C e se escolhe o imóvel C", comparou. "São informados o valor, o condomínio e, se satisfaz, é feito o contrato diretamente com a administradora, nem se fica conhecendo o proprietário, então não se pode nem mesmo ser responsável pela biografia do proprietário."

 

Ele afirmou ainda que é "muito comum" o fato de os proprietários não terem interesse em conhecer quem ocupa seus imóveis, deixando a função para uma administradora de imóveis que faz tudo".

 

A assessoria do ministro divulgou a seguinte nota:

 

"1. O imóvel em que vive a família do ministro Antonio Palocci Filho em São Paulo foi alugado em 1º de setembro de 2007 por indicação da imobiliária Plaza Brasil, contatada para este fim;

2. O contrato foi firmado em bases regulares de mercado entre Antonio Palocci Filho e os proprietários Gesmo Siqueira dos Santos, sua mulher, Elisabeth Costa Garcia, e a Morumbi Administradora de Imóveis;

3. O contrato foi renovado em 1º de fevereiro de 2010 entre Antonio Palocci Filho e a Morumbi Administradoras de Bens, sucessora da Morumbi Administradora de Imóveis;

4. Os alugueis são pagos regularmente através de depósitos bancários, dos quais o ministro dispõe de todos os comprovantes;

5. O ministro e sua família nunca tiveram contato com os proprietários, tendo sempre tratado as questões relativas ao imóvel com a imobiliária responsável indicada pelos proprietários;

6. O ministro, assim como qualquer outro locatário, não pode ser responsabilizado por atos ou antecedentes do seu locador;

7. A revista não informou o teor da reportagem ao ministro ou a sua assessoria, motivo pela qual estes esclarecimentos não constam da reportagem."

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